15 DE JULHO DE 1909 – LISBOA: A PRIMEIRA CORRIDA NOCTURNA COM «DIESTROS» DE ESPANHA E O CAVALEIRO JOSÉ BENTO DE ARAÚJO

 
Biblioteca nacional de Portugal

Touros

A praça de touros illuminada

            A empreza do Campo Pequeno, fez hontem convites á imprensa, e a muitos aficionados, para assistirem á experiencia da illuminação electrica, que teve logar ás 9 da noite, e que deu resultados que foram muito alem da espectativa.

            É surprehendente, quasi feerico, o aspecto do grande amphytheatro, com a extraordinaria profusão de arcos voltaicos e de lampadas, que a revestem.

            É d’um effeito phantastico, e cuja impressão não se desvancece facilmente.

            Quando assim é, como hontem, com a praça vazia, o que não será então, quando, como na quinta feira succederá, estiver «au grand complet» e predominando as mulheres bonitas com «toilettes» garridas e de cores berrantes, claras?!

            Será como um quadro, extrahido das «Mil e uma noites!»

            Felicitamos a empreza pelo seu arrojo, e pelos bons resultados colhidos, e ao mesmo tempo agradecemos o convite.

            A Empreza offereceu aos seus convidados um delicado copo d’agua, trocando-se muitos e enthusiasticos brindes.

In DIARIO ILLUSTRADO, Lisboa – 14 de Julho de 1909

29 DE JUNHO DE 1889 – PARIS: CORRIDAS DE TOUROS E MANIPULAÇÃO BEM-PENSANTE...

 
Bibliothèque nationale de France

COURRIER DE PARIS

PLAZA DE TOROS

            Oh! Nous y arrivons” nous arrivons à tout ce qui est spectacles, exhibitions, chiens savants, éléphants dresses, courses d’Indiens, danses du ventre et éventrements de taureaux! Corrida et plaza de toros, rue de la Fédération” Le cirque va s’ouvrir. On ne les tuera pas, les taureaux. D’abord on les piquera, les agacera, les insultera. El Gardito (NOTA: El GORDITO, aliás Antonio Carmona Luque, nasceu na cidade de Sevilha em 1834 ou 1838 e faleceu em 1920.) et Lagartijo se chargeront de se moquer d’eux. Puis un beau jour, le public parisien, impatienté, se trouvant dupe, criera:

            A mort! À mort!

            Et on les tuera, les taureaux. Et l’on aura raison, car qu’est-ce qu’une coursede taureaux où l’on ne tue pas le taureau? Torero gracieux! dit le programme. Il n’y a de torero gracieux qui celui qui risque sa vie en donnant la mort. C’est sauvage, c’est sanglant, c’est atroce, mais c’est la corrida. Si l’on ne tue pas, la course est un défilé de costumes. Le drame tourne à l’Opéra-Comique. Ramenez-moi à Carmen! M. Taskin me suffit s’il chante la musique de Bizet et si Manuel Hermosilla (NOTA: O nome completo do toureiro espanhol é Manuel Hermosilla y Llanera. Nasceu em 1847 na cidade de Sanlúcar de Barrameda e aí faleceu em 1918.) et Fernando Gonz (NOTA: O nome correcto não é “Fernando Gonz”, mas Fernando Gómez "El Gallo") ne mouillent pas leurs épées.

 

EL GORDITO
FOTO: Real Academia de la Historia, Madrid.

            Je vous dis qu’on y viendra. Le grand spectacle parisien, et peut-être le spectacle le plus littéraire du moment, n’est-ce pas un lion dressé comme un caniche et qui saute sur un cheval, travaille et fait le beau comme un singe bien dressé? Le roi des animaux tirant le pistolet en battant du tambour, comme cet étonnant lièvre érudit qu’on nous montrait, la semaine passée, au cirque Molier! Voilà l’art nouveau, l’art moderne, le grand art!

In L’ILLUSTRATION, Paris – 29 de Junho de 1889

11 DE JULHO DE 1909 – LISBOA: UMA TOURADA (EM TARDE AGRESTE) QUE DECIDIDAMENTE NÃO AGRADOU...

 
Biblioteca nacional de Portugal

Touros

            De bom quilate era o cartaz da festa da empreza Albino e Lacerda, todavia a praça não teve ante-hontem a entrada que era de esperar, atttendendo tambem ás sympathias que disfructam os ditos emprezarios.

            A tarde estava agreste. Soprava um vento forte e impertinente.

            Isto arredou muito povo.

            Se o tempo corresse propicio, talvez colhessem um «lleno», embora se atravesse, é facto, uma época de decadencia para as touradas.

            Mas não é sómente decadencia na arte que reina, entre nós, é tambem, parece, indifferença das gentes.

            Presentemente, aos domingos, acode o publico mais depressa a outros varios divertimentos do que ás touradas. Além d’isso, a facilidade de communicações para os arrabaldes, arrastam para ahi muita gente.

            Ha a juntar a isso, a deficiencia bem patente na materia prima das corridas, o que decerto terá contribuido para o decrescimento da «aficion», e impellido esta, para os «sports» varios que predominam na Lisboa moderna.

            Taes são algumas das causas que ultimamente tanto teem prejudicado um divertimento tão popular, e que ha seculos impera na peninsula.

            Outros que não fossem os actuaes emprezarios, já teriam desanimado, já teriam fechado as portas do elegante Campo Pequeno.

            Mas, n’elles subsistem a coragem e o brio, alliados ao amor pela arte. E tanto assim, que não olham a sacrificios para que taes espectaculos não desapareçam de todo; para que não vejamos em breve espaço de tempo, encimando o torreão principal do grande amphitheatro, onde tantos artistas e amadores teem colhido louros e glorias, uma cruz negra ostentando o epitaphio seguinte: «Aqui jaz a arte tauromachica»!

            E morta ella, uma vez, jámais resuscitará!

            É por isso, repretimos, que os actuaes emprezarios teem envidado todos os seus esforços para que essa arte tão portugueza, tão nacional, não se eclipse de vez, embora se lhe alimente a vida com elementos exoticos, já que os naturaes não bastam.

            Assim, a empreza, onde vultos ha que relevo possam imprimir aos torneios, ahi os vão buscar. É a Castella.

            E sabe-se bem, quão prohibitiva é a pauta de tal importação. Custa ella muitas pesetas.

            Pois nem assim, apresentando as summidades dos redondeis, se vê augmentar o gosto, a predilecção pela nobre arte de vencer ou dominar o rei das campinas com a astucia, destreza e coragem humana.

            E visto isso, então, escusado será gastarmos mais o nosso latim, já porque nos escasseia o espaço, já porque, ainda queremos ir hoje até ao Chiado Terrasse, não só para vermos as primorosas e variadas fitas artisticas, que em consecutivas estreias só aquelle animatographo exhibe, como para alegrarmos a vista com as lindas mulheres da «elite» — e nós apesar de velhos aficionados, sempre gostamos mais d’ellas que dos touros — as quaes acodem alli todas as noites, o que faz esfregar as mãos de contente ao Sabino Correia e dizer: Consegui ser aqui o «rendez-vous» da elegancia! E é verdade. Conseguiu.

            Mas deixemos o terrasse, e vamos ao terreiro dos valentes, cuja presidencia assumiu, um... não lhe chamaremos velho, porque se póde amotinar, mas antigo amador, que por seus feitos em varias arenas, e desde mui joven, se as signalou. Victorino Froes. Pois, assim, avaliar podem os leitores, o que seria a direcção da corrida, apesar da qual Saleri, toureiro com faculdades, e Mazzantinito de não menos valor, pouco poderám luzir-se, com os avios, porque além da rija ventania, a qualidade das rezes não o permittiram. Todavia com os ferros alguns pares tiveram que attrahiram o embate das dextras contra as sinistras, do senado.

            O curro tinha varias fórmas, motivo porque n’elle reinava desegualdade physica. Porém, a respeito de bravura, somente o 1.º, que era de Infante, e voluntario, concedeu a José Bento (de Araújo) fazer vista.

            Tanto Eduardo Macedo como Morgado de Covas, não foram felizes com os inimigos, embora empregassem esforços para bem se desempenhar da missão.

            Não esqueceu o povo soberano, a lide de varas apesar dos de Patricio a ellas acudirem com uma tal ou qual gana, conseguindo uma cahida. Mas outros tercios estiveram brandos.

            Os nossos bandarilheiros diligenciaram agradar.

            Não obstante exhibir-se um pelotão de deseseis machos de barrete, só duas pegas houve: uma rijissima de «espaldas», e outra á volta.

            Em resumo a tourada, não agradou. Cremos bem que tal não succederá á da proxima quinta-feira, já pelos elementos que a compõem, já por ser nocturna, e com brilhantissima illuminação elctrica.

Marialva.


In DIARIO ILLUSTRADO, Lisboa – 13 de Julho de 1909

MAIS INFORMAÇÃO

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10 DE AGOSTO DE 1902 – LISBOA: UMA CORRIDA BANAL NA PRAÇA DO CAMPO PEQUENO...

 
Biblioteca nacional de Portugal

CAMPO PEQUENO

A festa de Thomaz da Rocha

            Se satisfez o beneficiado pelo bom resultado pecuniario, não sartisfez o publico que ficou devéras mal impressionado com o curro de garraios (infezados alguns) que o lavrador de Almeirim Sr. A. Rodrigues Santo, se dignou mandar para a primeira praça do paiz, com a mesma semceremonia como mandaria para a extincta Cruz Quebrada.

            Lamentamos que se preze tão pouco o bom nome de um ganadero e que não haja remorso de consciencia, em se explorar tão ignobilmente o publico.

            A auctoridade para quem poderiamos appelar visto que visa os cartazes que annunciam touros e depois vê correr bezerros, essa cruza os braços e serve para tudo menos para exigir a responsabilidade a quem competir pela falta de seriedade nos contractos.

            Ha rigor e demasiado nos pequeninos casos; aos, porém, de mais importancia não se lhe liga interesse algum.

            Se o que succedeu no domingo se desse em Hespanha a empreza era auctoada e esta por seu turno iria pedir a responsabilidade a quem pertencesse; aqui repetimos, os abusos succedem-se, o publico vê-se ludibriado, aborrece-se e acaba por deixar de frequentar o divertimento.

            Isto é consequencia, da brandura de uns e dos poucos escrupulos de outros.

            Como resultado da má qualidade da materia prima, pouco temos a dizer do trabalho artistico; no entanto mencionaremos José Casimiro no 1.º touro que obrigou a marrar dando-lhe uma lide de mestre. O seu cavallo Rolito por duas vezes se virou para a esquerda e o distincto amador mudando de montada collocou dois ferros curtos bem apontados.

            Foi applaudido com enthusiasmo, assim como seu pae Manoel Casimiro, que achando-se ainda doente, se encontrava no sector 1.

            José Bento (de Araújo) e Simões Serra, deligenciaram bastante, mas ao primeiro coube um manso e ao segundo um tunante que metteu respeito ao cavalleiro.

            Da gente de montera houve de todos muito boa vontade.

            Theodoro Gonçalves, como sempre incansavel e saliente.

            Bandarilhando collocou bons pares sahindo para os dois lados, caso que merece menção por ser extraordinario nos nossos artistas; aproveitando um resalto teve um par bastante trazeiro, não sendo caso, no entanto, para as manifestações de desagrado da parte do publico, que outras vezes tão indulgente é.

            Thomaz da Rocha variou a lide em bandarilhas que não sahiu luzidas como seria seu desejo, mas que mostou ser feita com conhecimento e consciencia.

            Calabaças pae e filho, Saldanha, Torres Branco e Martins repetimos, todos com muito boa vontade.

            Apreciado este trabalho resta-nos dizer que na muleta pegou Theodoro uma unica vez no que fez muito bem e o capote vimos abril-o ao mesmo Theodoro, Martins, Torres e Rocha.

DOCUMENTO: Revista Taurina
Biblioteca nacional de Portugal

            Mas para não melindrar ninguem abstemo-nos de dizer o que vimos e se nos dão licança limitar-nos-hemos a dizer que sentimos a falta de um toureiro hespanhol.

            Os forcados portaram-se bem, tendo Fressura executado uma pega de costas de muito effeito.

            O velho Botas a contento de todos, menos do emprezario Batalha, que no fim da corrida o estava reprehendendo não sabemos porque, mas calculamos que estaria desorientado com a manifestação ao Manoel Casimiro.

            Coitado, apezar d’aquelle enorme e balofo corpanzil é um mesquinho em tudo, o nosso amigo Batalhinha-

Zé do Sol.

In REVISTA TAURINA, Lisboa – 24 de Agosto de 1902

6 DE ABRIL DE 1903 – LISBOA: PROGRAMA DA VISITA DE EDUARDO VII E NOTAS HISTÓRICAS SOBRE A CAPITAL PORTUGUESA SÃO NOTÍCIA NA AUSTRÁLIA

 

ARQUIVO TROVE

https://trove.nla.gov.au/

KING EDWARD’S VISIT TO PORTUGAL.

FIRST COUNTRY VISITED SINCE HIS MAJESTY'S ACCESSION.

LONDON, March 21.

King Edward VII. will, it is' 'anticipated, shortly leave England on a yachting cruise, some days' after Queen Alexandra has gone to Denmark. The visit of His Majesty to the King of Portugal will naturally be the chief incident, the preparations, including a military review, a regatta on the Tagus, and probably a bull fight and a ball. Intelligence from Lisbon is to the effect that the approaching visit has created an excellent impression, much satisfaction being expressed at the manner in which, the Barotse question, has been settled, and the cordial spirit noticeable between Great Britain and Portugal, which for centuries have been united by a political alliance. (NOTA: José Bento d'Araujo foi um dos seis cavaleiros portugueses que participaram na «corrida extraordinária» em honra do rei Eduardo VII. Os outros foram: Fernando d'Oliveira, Manuel Casimiro, Joaquim Alves, Francisco Serra e Eduardo de Macedo.)

FOTO: © RUI ARAÚJO

Principal seaport and capital of Portugal, Lisbon, is situated on the right bank of the Tagus, nine miles above its mouth. It is built on a succession of hills, rising from the quays in the form of an amphitheatre. The extensive assortment of churches, convents, and houses of dazzling whiteness are most imposing when viewed from the river. Lisbon has been rightly designated the 'Sultana of the West’, for its situation closely rivals that of Constantinople. The streets of the older parts of the city more notably in the east, which is the oldest portion are steep, narrow, and, badly paved. That, part, however, which has been rebuilt since the great earthquake of 1755, which lies on even ground, consists of several parallel streets, which pleasantly contrast with the more ancient thorough fares. The shock was a terrible catastrophe, causing the death of 30,000 people. Property of the value of £20,000,000 was destroyed, comprising, many splendid edifices and priceless art treasures.

Our large illustration depicts the famous square, the Praca do Commercio, better known as the Terreiro de Paca.(NOTA: Terreiro do Paço) From east to west it measures 585ft., and from north to south 5.366ft. This square was rebuilt after the earthquake by order of the Marquis of Pombal. Here may be seen the Stock Exchange, the Custom House, the India Office, the Town Hall, the magnificent naval, arsenal. The Palace das Necessidades, the residence of the Kings of Portugal possesses little architectural beauty. It stands on a hill and commands a grand view, the gardens being full of aviaries, fountains, and exotics. King Carlos I has established himself in the Palace da Ajuda, a roomy but unfinished building. Lisbon is supplied with water by the Aquedutct of Aquas Livres, (NOTA: Aqueduto das Águas Livres) erected 1729 by the then reigning monarch. Its construction took 20 years, and it consists of 127 stone arches, the highest of which is 263ft.

Lisbon Cathedral, is not meritorious, but the churches of San Roque and Nossa Senhora da Graca are magnificently decorated with lapis lazuli porphyry, verd-antique, and other precious marbles. The most interesting church is the Mosterio de Bolem, (NOTA: Mosteiro de Belém) an appanage of the palace of that name. It was built by King Manuel in 1500, on the site where embarked in 1497 Vasco da Gama, the illustrious navigator.

Philip II is said to have made a mistake when he omitted to establish the capital of his empire at Lisbon. If he had done so, Spain and Portugal would to-day probably be one prosperous and united kingdom. Lisbon would then be the natural seaport of the whole Spanish Peninsula, for the Tagus runs inland for hundreds of miles into the very heart of Spain, like a giant arm, to gather up its wealth and bring it to the Atlantic, thence to be conveyed to Europe, India, the United Kingdom or Brazil. The harbor of Lisbon is one of the finest in the world, commodious quays extending along the river bank for two or three miles. Exports comprise wine, oil, fruit, cork, fish, vegetable, and salt; imports including grain, silk, linen, iron, hardware, coal, etc. Many lines of steamers make Lisbon a port of call. Anciently called Olisipo, under the Romans its name was Felicitas Julia. Captured by the Moors in 716, it remained in their possession until 1147. Lisbon was taken by the French in 1807, but' two years later resisted an attack by Massena, one of Napoleon's most distinguished generals.

In THE KALGOORLIE MINER, Kalgoorlie (Austrália) – 6 de Maio de 1903

1891- PARIS: RETRATO DA TEMPORADA DA PRAÇA DE TOUROS DA CAPITAL DA FRANÇA

 
Biblioteca nacional de España

NOTICIAS

La plaza de toros de París

Su situación.— Las obras. — Su inauguración. — Localidades. — La temporada del año de 1891.

            La plaza de toros de París, está situada en la rue Pergolése (NOTA: rue Pergolèse) á la entrada del bosque de Bolonia. (NOTA: Bois de Boulogne, mais exactamente no número 58 da rue Pergolèse)

            Las obras de este circo comenzaron en Abril de 1889, bajo la dirección del ingeniero M. Comboul. (NOTA: O engenheiro Raymond Comboul elaborou os planos juntamente com o arquitecto Laborde. A “Gran Plaza” de Paris, que foi edificada para a Exposição Universal de 1889, podia receber entre 14.000 e 20.000 aficionados. O edifício foi demolido em 1893.)

            Los materiales que entraron en su construcción fueron la piedra y el hierro.

            Está cubierta de cristales, cuyos colores imitan la bandera española, y tiene una gran instalación de luz eléctrica.

«Gran Plaza de Toros du Bois de Boulogne»
FOTO: Arquivo Bibliothèques Patrimoniales - Paris

            Se inauguró el día 10 de Agosto del referido año de 1889, estando aún sin terminar muchas de sus obras.

            Hay en la plaza nueve secciones de butacas (tendidos) con 3.500 localidades, 119 palcos con seis asientos cada uno, una primera galerí con 4.509 localidades y otra segunda con 5.500.

            Tiene 150 butacas en la meseta del toril y un gran paseo detrás de los palcos, capáz para 1.500 espectadores.

            Los corrales son grandes y espaciosos y están rodeados de inmensas y lujosas galerías que permiten ver con desahogo las operaciones del apartado á 2.500 personas.

Exterior da «Gran Plaza de Toros du Bois de Boulogne» - 58, rue Pergolèse, Paris.
FOTO: Arquivo Bibliothèques Patrimoniales - Paris

            En el año que acaba de terminar se celebraron en dicha plaza las siguientes corridas:

            1.ª       24 de Mayo. — Angel Pastor, Joseito y (Alfredo) Tinoco.

            2.ª       31 de Mayo. — Valentín Martín, Joseito y (José) Bento de Araujo.

            3.ª       7 de Junio. — Valentín Martín, Joseito y (José) Bento de Araujo.

            4.ª       14 de Junio. — Valentín Martín, Landeses y (José) Bento de Araujo.

            5.ª       21 de Junio. — Valentín Martín, Landeses y (José) Bento de Araujo.

            6.ª       28 de Junio. — Mateito, Landeses y (José) Bento de Araujo y Mlle. Genty.

            7.ª       5 de Julio. — Valentín, Mateito, Landeses y (José) Bento de Araujo y Mlle. Genty.

            8.ª       12 de Julio. — Valentín, Mateito, Landeses y (José) Bento de Araujo y Mlle. Genty.

            9.ª       19 de Julio. — Valentín, Mateito, Landeses y (José) Bento de Araujo y Mlle. Genty.

            10.ª     25 de Julio. — Valentín, Mateito, Landeses y (José) Bento de Araujo y Mlle. Genty.

            11.ª     2 de Agosto. — Valentín, Mateito, Landeses ,(José) Bento de Araujo, Mlle. Genty y Lesaca.

            12.ª     15 de Agosto. — Valentín, Bernardo Hierro, Landeses y (José) Bento de Araujo.

            13.ª     16 de Agosto. — Bernardo Hierro, Ojeda, Landeses y (José) Bento de Araujo.

            14.ª     23 de Agosto. — Bernardo Hierro, Ojeda, Landeses y (José) Bento de Araujo.

            15.ª     30 de Agosto. — Bernardo Hierro, Ojeda, Landeses y (José) Bento de Araujo.

            16.ª     6 de Septiembre. — Angel Pastor, Mateito y (José) Bento de Araujo.

            17.ª     13 de Septiembre. — Angel Pastor, Mateito y (José) Bento d’Araujo.

            18.ª     20 de Septiembre. — Valentín, Mateito y (José) Bento d’Araujo.

            19.ª     27 de Septiembre. — Angel Pastor, Mateito y (José) Bento d’Araujo.

            20.ª     4 de Octubre. — Angel Pastor, Valentín y (José) Bento d’Araujo.

            21.º     11 de Octubre. — Angel Pastor, Valentín y (José) Bento d’ Araujo.

            22.º     18 de Octubre. — Angel Pastor, Valentín, Joseito y (José) Bento d’ Araujo.

            23.ª     25 de Octubre. — Valentín, Joseito y (José) Bento d’ Araujo.

            24.ª     1 de Noviembre. — Valentín, Joseito y (José) Bento d’ Araujo.

            25.ª     2 de Noviembre. — Valentín, Joseito y (José) Bento d’ Araujo.

            26.ª     8 de Noviembre. — Valentín, Joseito y (José) Bento d’ Araujo.

FOTO: Bibliothèque nationale de France

            Los toros que se lidiarán en estas corridas en la mencionada plaza fueron de las ganaderías siguientes:

            Sr. Duque de Veragua.

            Sr. Conde de Patilla.

            D. Faustino Udaeta.

            Señora viuda de López Navarro.

            D. Manuel García Puente y López (Aleas).

            D. Vicente Martínez.

            D. Juan Antonio Mazpule.

            D. Julián Bañuelos.

            D. Enrique de Salamanca.

            D. Carlos Bizaguirre.

            D. Jacinto Trespalacios.

            D. Baldomero Santos.

            D. Antonio Miura.

            Señora viuda de Muruve.

            D. José Orozco.

            D. Juan González Mandín.

            D. José Clemente.



In DIARIO OFICIAL DE AVISOS DE MADRID, Madrid – 29 de Janeiro de 1892

12 DE AGOSTO DE 1909 – LISBOA: 5.ª CORRIDA NOCTURNA NA PRAÇA DO CAMPO PEQUENO E ENORME SUCESSO DO MATADOR MEXICANO RODOLFO GAONA

 
Biblioteca nacional de Portugal

TOUROS

Campo Pequeno

            A perda de uma pessoa muito querida, desvia por algum tempo das chronicas tauromachicas, Marialva.

            Este doloroso facto obriga-me a assumir esse encargo, e a roubar assim uns momentos aos cuidados do «ménage» e ás caricias infantis do meu encantador «baby».

            Que m’o perdoe esse anjo!

            É natural como mulher, não ser mui versada na arte de Montes, todavia, n’ests pequena interinidade farei a diligencia por elucidar os leitores sobre os principaes factos passados nos torneios.

            Com uma magnifica assistencia realisou-se ante-hontem outra corrida nocturna, em que figurava como espada o afamado mexicano Gaona (NOTA: Rodolfo Gaona), cuja carreira embora mui curta é já brilhante.

            Este maestro, embora se tivesse defrontado com rezes que lhe difficultavam a lide, houve-se distinctamente, quer a capote, nos quites e na brega, quer a trapo e a ferros, principalmente como no 5.º, como no 7.º, que eram como seus manos das fazendas de Valle da Figueira, onde o pasto parece ter qualidades mui nutritivas.

            Dos dez marcaremos: o 1.º cumpridor, o 2.º bom, o 3.º que acudiu com valor ás varas, mas que abrandou nos outros tercios, e o 7.º que preencheu.

Painel de azulejos com o cavaleiro José Bento de Araújo na fachada do prédio que ele mandou construir na rua da Sociedade Farmacêutica, em Lisboa.
FOTO: © LC 2025

            Ao 1.º e ao 6.º sahiu José Bento (de Araújo), sempre arrojado e alegre, cravando bons ferros á volta e á tira, no primeiro, e pouco fazendo no 6.º por sua má indole.

            No 6.º acompanhou o Morgado de Covas, que pouco se luziu tambem, antão, pelos motivos expostos. Pois, apesar d’isso, mesmo assim teve alguns ferros á tira que chamaram applausos.

Morgado, no 4.º, que ainda agora anda fugido, com tão boa vontade o procurou, que conseguiu sangral-o duas vezes a largos, e uma a curto, consentindo como manda a lei.

            Dos dois touros lançados para varas só um a ellas acudiu regularmente, dando ensejo a uma cahida a descoberto.

            Manuel dos Santos, que se salientou em «quiebros de rodillas», manejou bem o capote, tendo sido feliz nos quites ao picador que o 3.º tombou.

            Os restantes artistas pouco fizeram.

            Houve duas pegas de cara.

Alva Maria.

In DIARIO ILLUSTRADO, Lisboa – 14 de Agosto de 1909

HIGH-LIFE

No Campo Pequeno

            Assistencia elegante á corrida nocturna de hontem.

            Sr.as:

            Viscondessas da Torre, de Silvares e de Olivã, D. Maria de Lencastre Van-Zeller, D. Eugenia Mendia de Lencastre (Alcaçovas), D. Helena e D. Maria da Silveira de Vasconcellos e Sousa (Castello Melhor), D. Maria Helena de Almada e Lencastre (Souto d’El-Rei), D. Maria Luiza de Lencastre (Alcaçovas), D. Conceição de Moraes Sarmento Cohen, D. Maria José e D. Conceição Casal Ribeiro, D. Helena de Carvalho (Chancelleiros), D. Maria Luiza Luz de Almeida, D. Conceição de Wrem Vianna, D. Deolinda da Fonseca, D. Maria de Brissac Neves Ferreira Lobo de Campos, D. Emilia Macieira Lino, D. Maria das Dores ee D. Maria da Nazareth de Almeida Centeno, Mad. Mano de Artagão, D. Margarida Lorjó Tavares, D. Maria Luiza Osorio, Mad. Cecil Mackee, D. Isabel Leça da Veiga, Mad. Pinto Basto e filha, D. Maria Luiza de Mello Breyner Gonzaga Ribeiro, D. Maria Sophia Gentil, Mad. Machado Bacellar, D. Selda Potoka, m.elle Formigal de Moraes, mad. Petra Vianna, mad. Amaro Conde, D. Maria Dotti, D. Ignez de Mello Barreto, mad. Henrique de Mendonça, mad. Eduardo Placido, etc.

In DIARIO ILLUSTRADO, Lisboa – 13 de Agosto de 1909