CORRIDAS PORTUGAL ESPAÑA FRANCE BRASIL
—Historia de la Fiesta Brava en España, Portugal, Francia y Brasil -el rejoneador José Bento de Araujo y el arte del toreo a caballo. — L'histoire de la tauromachie en France, Espagne, Portugal et Brésil- le "caballero en plaza" José Bento de Araujo et l'art raffiné de l'équitation. — The History of bullfighting in Portugal. Spain, France and Brazil- José Bento de Araujo, and the refined art of horsemanship. — O cavaleiro José Bento de Araújo e a tauromaquia nos séculos XIX e XX.
17 DE OUTUBRO DE 1882 - LISBOA: "TOUREIROS", A NOVA MARCA PARA OS FUMISTAS...
12 DE JANEIRO DE 1882 - LISBOA: «LA TORADA...»
VIAJE DE SS. MM. Á PORTUGAL.
(De nuestro corresponsal.)
LISBOA 13 Enero.
Con más tiempo, puedo dar á V. más detalles de la torada de ayer. La plaza, pequeña, construida de madera, estaba adornada con follaje, flores y banderas con mucho gusto. Al llegar SS. MM. Se izó la bandera española y las músicas tocaron la marcha real, levantándose los de la sombra y permaneciendo tranquilos los tendidos más populares; el ganado fué bastante regular, dada la época del año y la condicion de los pastos, y las suertes ejecutadas lo fueron con bastante más acierto por los aficionados que por los del oficio. Nuestro amigo (Alfredo) Tinoco tuvo ocasion de lucirse, así como el antiguo amador Morisca (NOTA: Manoel Mourisca), que á peticion del público y en traje de calle y sin espuelas, ejecutó varias suertes á caballo levantado á la portuguesa y con banderillas cortas, con sumo acierto y lucimiento.
Como uno de los toros rehusaba, (NOTA: Es decir: el bicho se negaba a embestir o a acudir al engaño.) encantado con tan agradable concurrencia, de retirarse, á pesar de las instancias que le hacian los cabestros, uno de los boyeros ejecutó la suerte de la pega, arrojándose sobre él y sujetándole. Parece ser que en la corrida del domingo; que ha de ser á la antigua portuguesa, se verificará esta misma suerte, hasta hoy prohibida, y que, autorizada por el Rey, ha sido causa de que el gobernador de Lisboa, el Xiquena de aquí, (NOTA: El gobernador de Lisboa se comportó de forma tan autoritaria, permisiva o polémica como solía hacerlo el Conde de Xiquena en Madrid con los asuntos de orden público o espectáculos.) haya dado su dimision, que, segun parece, no le será aceptada, por lo menos hasta que salgan los Reyes de España de esta ciudad.
In LA EPOCA, Madrid – 15 de Janeiro de 1882
12 DE JANEIRO DE 1882 – LISBOA: EXTRAORDINÁRIA CORRIDA OFERECIDA A “SUA MAGESTADE EL-REI D. AFFONSO XII DE HESPANHA” COM OS CAVALEIROS CASIMIRO MONTEIRO, ANTONIO MONTEIRO E JOSÉ BENTO DE ARAUJO
Grande festa tauromachica
Apesar da corrida desempenhada por curiosos, el rei D. Affonso assistirá tambem á que lhe foi, em tempo, offerecida pelo sr. Custodio Vidal, emprezario da praça do Campo de Sant’Anna, e acceite pelo nosso soberano, como já dissemos. A praça está lindamente ornada. É um perfeito jardim, apresentando excellente effeito. Por convite especial da empreza, tomam parte no torneio, os laureados e distinctissimos amadores Alfredo Marreca, D. Luiz do Rego e (Alfredo) Tinoco (da Silva). Trabalham egualmente os habeis artistas José Casimiro Monteiro, Antonio Monteiro, José Bento de Araujo, irmãos Robertos, Peixinhos, Calabaça, Caixinhas, Sancho, Raphael e Costa.
Os touros que pertencem aos sympathicos irmãos Robertos, chegam hoje ás Marnotas. Nada diremos com respeito á escolha dos mesmos, porque todos sabem que Robertos são lavradores acredeitados, e basta saber-se que ha dois mezes que o gado está sustentado a boleta e fava. Podemos garantir isto.
Esta extraordinaria
corrida deverá ser digna de se registar e deixará, de certo, grata recordação.
In DIARIO ILLUSTRADO, Lisboa – 9 de Janeiro de 1882
22 DE MAIO DE 1881 – LISBOA: MAIS UMA CORRIDA HISPANO-PORTUGUESA NA PRAÇA DO CAMPO DE SANT’ANNA
Tauromachia
Chegam hoje a Friellas os touros que hão de ser corridos no domingo na praça do Campo de Sant’Anna. A fama dos bichos, que são realmente bravissimos, correu já toda a extensa fileira dos amadores, muitos dos quaes se preparam para ir hoje ás pastagens admirar tão excellente curro, que promette exceder o de domingo passado.
Como se
sabe, teem os amadores, na tarde de domingo, uma funcção tauromachica de
primeira ordem. Não póde deixar de ser assim, em vista da qualidade do gado, e
de trabalharem artistas afamados como são os dois espadas hespanhoes Filippe
Garcia (NOTA: Felipe García Sánchez)
e Joseito, (NOTA: Joseíto) e os
habeis Robertos, Peixinhos, etc.
Mais um attractivo, e dos melhores, para uma enchente: veem alguns touros para cavallo, que teem nome temivel pelas suas proesas. Casimiro Monteiro e José Bento (de Araujo) vão ver Braga por um canudo.
In DIARIO ILLUSTRADO, Lisboa – 20 de Maio de 1881
22 DE MAIO DE 1881 – LISBOA: 13 TOUROS PARA ARTISTAS DE ESPANHA E DE PORTUGAL
Praça do Campo de Sant’Anna
Domingo 22 de maio de 1881
ESPLENDUROSA corrida de 13 touros, eguaes senão superiores aos que no domingo 15 foram corridos n’esta praça, e pertencentes tambem ás manadas do fallecido lavrador o sr. visconde dos Olivaes.
Trabalham os
applaudidos espadas hespanhoes
Filippe Garcia (NOTA: Felipe García Sánchez) e José Rodrigues, El Juseito (NOTA: José Rodríguez, El Juseíto ou El Joseíto)
E os bandarilheiros portuguezes Cadete, Robertos, José J. Peixinho, Calabaça e Sancho. Cavalleiros, Casimiro Monteiro e José Bento d’Araujo.
In DIARIO ILLUSTRADO, Lisboa – 19 de Maio de 1881
22 DE MAIO DE 1881 – LISBOA: MATADOR ESPANHOL NA PRAÇA DO CAMPO DE SANT’ANNA OU A AFIRMAÇÃO DAS CORRIDAS MISTAS...
Tauromachia
O sr. Custodio Vidal, empresario da praça do Campo de Sant’Anna chegou hontem da Azambuja, onde foi alugar os touros para a corrida de domingo. Podemos pois dar aos amadores a boa nova de que vem um curro pertencente, como o de domingo passado, ás manadas que foram do fallecido visconde dos Olivaes. São 13 touros muitos corpulentos e bravos, vindo entre alguns afamados para serem farpeados pelos cavalleiros.
Temos pois no domingo mais uma funcção tauromachica de primeira ordem, porque além da circumstancia do gado ser bom, trabalham os habeis espadas hespanhoes Filippe Garcia e José Rodrigues El Juseito, (NOTA: José Rodríguez “El Juseíto” ou “El Joseíto”) e os melhores capinhas portuguezes.
Serão cavalleiros Casimiro Monteiro e José Bento de
Araujo.
In DIARIO ILLUSTRADO, Lisboa – 18 de Maio de 1881
8 DE MAIO DE 1881 – LISBOA: CORRIDA COM ALGUM GADO IRREGULAR E OUTRO BOM...
Tauromachia
A corrida de domingo não foi das melhores, porque o gado saiu irregular. Houve no entanto alguns touros em condições boas para o toureio, e que deixaram brilhar os artistas.
O cavalleiro Casimiro Monteiro aproveitou muito bem o primeiro touro em sortes á meia volta e a sesgo. Poz com toda a arte dois pares de ferros curtos. Foi muito applaudido e teve uma chamda.
Antonio Monteiro não foi antehontem feliz; no entanto metteu bem alguns ferros. Intentando enfeitar o touro que lhe pertenceu com um par de bandarilhas, não poude conseguil-o.
José Bento (de Araujo) teve um touro de más condições, que não deixou contudo de enfeitar com algumas farpas bem postas.
Robertos muito bem. Roberto da Fonseca trabalhou admiravelmente com a muleta no 2.º touro, alcançando por isso uma ovação. Peixinho, Calabaça e Sancho aproveitaram o melhor que puderam os touros que lhes coube. Os restantes diligenciaram agradar.
O afamado Pardal, que tanta curiosidade despertára, é um touro facilimo de lidar; sempre prompto quando citado, parava-se no castigo. É emfim um verdadeiro paliterio, como vulgarmente são chamados os touros assim fieis.
O publico, vendo que nenhuma difficuldade havia em lidal-o, não consentiu que os cavalleiros lhes mettessem ferros curtos.
A casa estava regular.
Para domingo é que se prepara uma excellente funcção tauromachia. O gado, que pertence ao lavrador sr. José Ferreira Roquete, está alugado por bom preço, e foi escolhido com esmero. O cavalleiro n’essa tarde, —e damos n’isto uma agradavel nova aos amadores da tauromachia, é o nosso amigo o sr. Alfredo Tinoco da Silva.
O sr. Tinoco
promptificou-se a farpear quatro touros, por especialissima fineza ao
emprezario o sr. Vidal, que está esfregando as mãos de contentamento por poder
assim proporcionar aos habitués d’aquelle
circo uma funcção de primeira ordem.
In DIARIO ILLUSTRADO, Lisboa – 10 de Maio de 1881
8 DE MAIO DE 1881 – LISBOA: ARTISTAS PORTUGUESES FACE AO TOURO PARDAL, “QUE JÁ DESFEITEOU DOIS CAVALLEIROS HABEIS”...
Pertencem ao lavrador de Villa Nova da Rainha, o sr. Francisco Ferreira da Costa, os touros que hão de ser corridos no domingo na praça do Campo de Sant’Anna. São escolhidos a capricho e vem entre elles o celebre Pardal que já desfeiteou dois cavalleiros habeis.
Trabalham José e Antonio Monteiro e José
Bento d’Araujo, e os capinhas das primeiras tardes.
In DIARIO ILLUSTRADO, Lisboa – 5 de Maio de 1881
1 DE MAIO DE 1881 – LISBOA: O CAVALEIRO JOSÉ BENTO DE ARAUJO (29 ANOS DE IDADE) BRILHA NA SEGUNDA CORRIDA DA TEMPORADA NA PRAÇA DA CAPITAL...
Tauromachia
Realisou-se hontem a segunda corrida da época tauromachica na praça do Campo de Sant’Anna.
Não se pode dizer que o curro saisse bravissimo: no entanto, em geral, o gado não era mau, porque, se houve alguns touros cobardes ou de outras condições más para o toureio, outros sairam muito bravos.
Foram cavalleiros Antonio Monteiro e José Bento (de Araujo).
O primeiro d’estes artistas, se nem sempre fez o que poderia faszer em tarde mais feliz, comtudo alcançou palmas algumas vezes justas.
José Bento (de Araujo) está um cavalleiro muito apreciavel; o publico fez-lhe justiça, applaudindo-o.
No primeiro touro que lhe coube, que foi o 5.º da primeira parte, realisou uma sorte de gaiola irrprehensivelmente executada.
Valeu-lhe isso uma ovação.
Metteu ainda mais alguns ferros as sesgo e á meia volta, todos bem.
O touro que lhe pertenceu na 2.ª parte era ruim e não lhe permittiu que brilhasse.
Repetimol-o, José Bento (de Araujo) está um cavalleiro muito digno de apreço, e tem feito visiveis progressos.
Robertos sempre á altura da fama de bons toureiros. Ferros postos com arte e elegancia, e consciencia no trabalho.
Roberto da Fonseca obteve uma ovação no trabalho da muleta executado no 7.º touro, que lhe pertenceu e a seu irmão.
Peixinho trabalhou muito bem e foi applaudido.
Calabaça, que é um bom artista, mas que na época passada parecia ter esfriado um pouco no interesse pela arte, está este anno um artista de primeira ordem, no trabalho das bandarilhas. Outro tanto, com franqueza, não lhe dizemos em relação ao trabalho do capote.
Os restantes fizeram diligencia por agradar e conseguiram-o.
E já que estamos dizendo o modo porque se houveram os capinhas, cumpre-nos pedir providencias com respeito ás caidas de capa. Na primeira parte da corrida correu bem n’esse sentido, mas na segunda chegou-nos a parecer a arena uma especie de feira da ladra.
Evite-se esta irregularidade que entre outros inconvenientes tem o de estragar a cabeça aos touros pondo-os em pessimas condições para a lide.
A empreza, esperamol-o, ha de fazer as suas recommendações para que tal se não repita.
O publico, emfim, retirou-se satisfeito.
A direcção foi acertada.
A casa estava
boa.
In DIARIO ILLUSTRADO, Lisboa – 2 de Maio de 1881
12 DE JANEIRO DE 1882 – LISBOA: CORRIDA DE TOUROS NA PRAÇA DO CAMPO DE SANT’ANNA
PORTUGAL.
Despacho oficial.
«SS. M. El Rey D. Alfonso y la Reina doña María Cristina (Q.D.G.) continúan sin novedad en su importante salud.
Ayer recibieron al cuerpo diplomático extranjero. El baile celebrado anoche en el palacio de Ajuda fué suntuoso y por extremo concurrido.
Los Reyes de Portugal y los de España han inaugurado hoy la Exposicion del arte retrospectivo, que es sumamente notable.»
No ofrecen interés, por haber anticipado el telégrafo las noticias mas importantes, las primeras cartas que se han recibido referentes al viaje régio y á los festejos que se celebran en Lisboa. Los corresponsales de todos los periódicos ocúpanse especialmente en el recibimiento dispensado por el pueblo portugués á los Reyes de España. «Con un silencio respetuoso, dice uno de aquellos corresponsales, fué recibido el rey Luis por la muchedumbre que se apiñaba en las calles y en los andenes del ferro-carril, y no habia razon, por lo tanto, para que el Soberano español, obtuviese distintas demostraciones que las dispensadas por su propio pueblo al monarca portugués.» Por lo demás, lo repetimos, no despiertan la curiosidad las correspondencias recibidas ayer, casi todas ellas consagradas á relatar impresiones de viaje que no ofrecen novedad alguna.
Baile en el palacio de Ajuda.
Nuevas noticias.
A las diez de la noche comenzó el baile, prolongándose hasta las cinco de la madrugada. Como baile de córte, dominaban en él los uniformes y los bordados. Apenas se veia un concurrente que no luciese una cruz ó una banda.
Era difícil el paso por los salones. Entre las damas figuraban mas de doscientas, que vestian trajes de color blanco, azul y rosa, y la mayoría con matices claros. El vestido de la reina Pía era muy elegante, color manteca; los prendidos de flores naturales, el aderezo de brillantes, y la diadema real, de gran precio y mérito artístico, figuraba estrellas.
La reina Pía lucía la banda de damas nobles de María Luisa. La reina Cristina lucía un vestido color crema, con delantal brochado color oro viejo, magnífico aderezo y diadema de brillantes, y la portuguesa banda de Santa Isabel.
El rey D. Luis, el rey D. Fernando y el príncipe heredero, vestían uniforme de generales de la armada lusitana. El rey D. Alfonso de capitan general del ejército español, llevando las bandas de la Concepion y Cristo. S. M. El rey de Portugal ostentaba el Toison de Oro.
Durante el baile los reyes conversaron con los personajes mas notables de ambos paises. Las reinas Pía y Cristina, despues de recorrer el salon, en el que se hacia muy difícil el paso por la gran concurrencia, estuvieron largo rato en el salon del trono.
El Rey D. Alfonso ha bailado con las damas aristocráticas portuguesas y mantuvo animadas conversaciones con los representantes del comercio, de la industria, de las letras, de la milicia y de la administracion.
El rey D. Luiz ha bailado dos rigodones, psando el resto de la noche en cariñosa conversacion con los Sres. Sagasta, marqueses de la Vega de Armijo y Santa Cruz, generales Echagüe y Terreros, conde de Morphy y Sr. Leon de Llerena.
El infante D. Augusto ha conversado largo tiempo con el subsecretario de la presidencia.
El efecto del salon donde se hallaba el buffet ofrecia una visualidad magnífica, sobre todo por los vistosos aparadores cargados del inmenso y riquísimo servicio de plata y oro repujados que Portugal logró salvar cuando la guerra francesa, y que fué enviado en depósito al Brasil.
Lqa córte se retiró á las tres de la madrugada. Los convidados salieron muy satisfechos por las grandes muestras de respetuosa simpatía de que fueron objeto. Los Reyes de España tuvieron una entusiasta acogida en esta brillante fiesta, en la cual estaban representadas todas las clases sociales de Portugal.
La Exposicion
La inauguracion oficial verificóse ayer con gran solemnidad, y ante numerosísimo público, compuesto en su mayor parte de distinguidas damas de la aristocracia portuguesa y de notabilidades políticas y altos dignatarios de la córte de aquel país. Al entrar SS. MM., D. Alfonso y doña Cristina, las bandas de música ejecutaron la marcha real española. D. Luis daba el brazo á doña Cristina y D. Alfonso á la reina de Portugal. Esta vestia un elegantes traje grís Pompadour y doña Cristina de terciopelo color pizarra, adornado con flores y bordados. Los Reyes llevaban uniforme de gala.
En el testero del salon ocuparon los sillones que les estaban destinados, sentándose á la derecha de doña Cristina, los reyes D. Luis, D. Fernando y el infante D. Augusto, y á la izquierda de doña Pía, D. Alfonso, el príncipe heredero y su hermano menor.
El rey D. Fernando leyó un extenso discurso alusivo á las circunstancias, explicando el objeto de la Exposicion, y felicitándose por su éxito y por haber reunido cuanto representa las tradicones del país y del arte desde el siglo XIV al XVII, dedicando un saludo á las naciones que contribuyeron á la Exposicion. Despues pronunció un discurso de gracias á cuantos habian coadyuvado á la realizacion del certámen.
Levantóse seguidamente el rey D. Luis, y con gran entonación leyó un corto discurso en el mismo sentido, congratulándose además de la presencia de los Reyes de España, como prueba de la amistad que reina entre dos pueblos que deben vivir unidos, respetando, sin embargo, su autonomía é independencia.
Un corresponsal dice que al discurso del rey D. Luis contestó en otro D. Alfonso, agradeciendo la hospitalidad y elogiando las tradiciones portuguesas. Creemos que este detalle no se confirmará.
El ministro de Obras públicas declaró inaugurada la Exposicion en nombre del rey. SS. MM. Recorrieron las salas de la Exposicion acompañados de D. Fernando y del infante D. Augusto, el primero de los cuales conversó afablemente con los españoles comisionados en la Exposicion y los representantes de la prensa.
Puede decirse que lo mas importante en el acto inaugural á que acabamos de hacer referencia, fué la parte del discurso del rey D. Fernando dedicada á nuestra pátria. Despues de consagrarla algunos elogios, que sinceramente ageradecemos, dijo que España y Portugal son y serán dos pueblos hermanos, pero independientes.
En los toros.
Al salir SS. MM. De la Exposicion, dirigiéronse, excepcion hecha dl rey D. Luis, al campo de Santa Ana, donde se ha construido un circo para celebrar fiestas taurinas, de capacidad suficiente para ochocientos espectadores. La cresteria del edificio estaba adornada con banderas y escudos de España, Portugal, Austria é Italia. Los antepechos de los palcos y gradas, las columnas y los patios, todo se hallaba cubierto de ramaje salpicado de camelias y otras flores naturales, produciendo un efecto sorprendente. Amenizaron la funcion dos músicas. Hubo bastante animacion, pero menor que la de nuestras corridas.
Las bandas militares tocaron la marcha real española á la llegada de SS. MM. Y AA.
Empezó la corrida con caballeros en plaza, rejoneando y poniendo banderilas con mucha soltura, agilidad y destreza. Muchos aplausos, muchos cigarros y muchas flores obtuvieron los caballeros en plaza.
Una cuadrilla de toreros portugueses, vestidos á usanza española, lidió toros embolados, pero sin llegar á la suerte de espadas.
Grande animacion en la plaza y calles inmediatas.
A S. M. el rey D. Alfonso fué dedicado un bríndis extensivo á la prensa española.
In EL DIARIO ESPAÑOL, Madrid – 13 de Janeiro de 1882
1 DE MAIO DE 1881 – LISBOA: CORRIDA NA PRAÇA DO CAMPO DE SANT’ANNA COM OS CAVALEIROS ANTONIO MARIA MONTEIRO E JOSÉ BENTO DE ARAUJO
Tauromachia
Vae grande enthusiasmo entre os amadores da tauromachia, e com rasão. O curro que está nas pastagens de Frielas é formosissimo. Touros de muito bonita estampa e finos. Como já dissemos era este o gado que estava para ser corrido na tarde da inauguração da epoca, e os acreditados lavradores de Valle de Figueira, Emilio Infante da Camara e Julio Cesar Henriques de Carvalho esmeraram-se, como agora se vê, em bem servirem a empreza, que capricha em tornar apeteciveis as diversões tauromachicas.
São cavalleiros Antonio Monteiro (NOTA: Antonio Maria Monteiro) e José Bento (de Araujo),
e trabalham os melhores capinhas portuguezes.
Não é
preciso dizer mais para que ámanhã haja uma enchente na praça do Campo de Sant’Anna.
In DIARIO ILLUSTRADO, Lisboa – 30 de Abril de 1881
1 DE MAIO DE 1881 – LISBOA: A PRÓXIMA CORRIDA NA PRAÇA DO CAMPO DE SANT’ANNA
A tourada de domingo é das que promette satisfazer os amadores.
Trabalham os dois cavalleiros: Antonio Monteiro e José Bento de Araujo.
O gado é dos srs. Emilio Infante da Camara e Julio Cesar Henriques de Carvalho, lavradores de Valle de Figueira.
Tudo proprio
a desafiar o enthusiasmo, mesmo até dos que não sympathisam com taes diversões.
In DIARIO ILLUSTRADO, Lisboa – 28 de Abril de 1881
4 DE ABRIL DE 1881 – LISBOA: CAVALEIROS E PRINCIPAIS CAPINHAS CONTRATADOS PARA A NOVA TEMPORADA
Sabemos que a empreza da praça do Campo de Sant’Anna, que tanto se tem empenhado por tornar attrahente a proxima epoca tauromachica, tem já escripturados os cavalleiros Casimiro Monteiro e José Bento d’Araujo, e os principaes capinhas, notando-se entre estes os sympathicos irmãos Robertos, José Joaquim Peixinho, Caixinhas e Sancho, e que prosegue nas suas diligencias para conseguir escripturar outros artistas.
Tudo faz
crer que os amadores da tauromachia vão ter tardes muito a seu contento. É com
boa vontade e animo largo que a empreza póde conseguir tornar interessantes as
diversões tauromachicas, e isso vemos nós que não lhe falta.
In DIARIO ILLUSTRADO, Lisboa – 4 de Abril de 1881





























