12 DE JANEIRO DE 1908 – RIO DE JANEIRO: CORRIDA DE HOMENAGEM AO CONSELHEIRO RUY BARBOSA COM TOUREIROS DE ESPANHA E DE PORTUGAL (INCLUINDO O CAVALEIRO JOSÉ BENTO DE ARAÚJO)

 
Biblioteca nacional do Brasil

SPORT

Touradas

            No redondel do Campo de Marte proseguem com grande enthusiasmo os preparativos para a tourada que se deve realizar amanhã naquella praça em homenagem ao Sr. Conselheiro Ruy de Barbosa.

            A festa que é offerecida pelos empresarios, revestir-se-á da maior pompa e brilho.

            Á ornamentação presidirá o mais apurado gosto e não serão poupados esforços para que essa funcção se torne um verdadeiro acontecimento visto o fim a sua se destina.

In JORNAL DO BRASIL, Rio de Janeiro – 11 de Janeiro de 1908

O Conselheiro Ruy Barbosa
FOTO: Revista VEJA/Internet

SPORT

Touradas

            A festa de hoje em honra ao Sr. Conselheiro Ruy Barbosa, vae ser ao mesmo tempo uma manifestação de apreço, da parte do publico, para com S. Exa.

            A praça está sendo ornamentada, e o Sr. Ministro da Marinha cedeu as bandas de musica dos Corpos de Infanteria de Marinha e Marinheiros Nacionaes.

In JORNAL DO BRASIL, Rio de Janeiro – 12 de Janeiro de 1908

NOTA

O perfil do político e jurista brasileiro Ruy Barbosa (1849 – 1923) pode ser consultado, designadamente, aqui:

https://www.academia.org.br/academicos/rui-barbosa

27 DE JULHO DE 1909 – RIO DE JANEIRO: A FITA «FESTAS EM LISBOA» COM OS CAVALEIROS MORGADO DE COVAS E JOSÉ BENTO DE ARAÚJO NO CINE-THEATRO

 


PALCOS E SALÕES

            Hoje, no Cinema-Theatro, deve dar-se a fita "Festas" em Lisboa". Em um dos quadros dessa fita figuram os cavalleiros tauromachicos Morgado de Covas e José Bento (de Araújo), no exercicio do "jogo do páo".


Biblioteca nacional do Brasil

In JORNAL DO BRASIL, Rio de Janeiro - 27 de Julho de 1909

MAIS INFORMAÇÃO

https://corridasportugalespanafrance.blogspot.com/2024/12/27-de-julho-de-1909-rio-de-janeiro-os.html

https://corridasportugalespanafrance.blogspot.com/2025/02/31-de-julho-de-1909-rio-de-janeiro.html

8 DE AGOSTO DE 1880 – MADRID: ESTREIA DO CAVALEIRO JOSÉ BENTO DE ARAÚJO

 


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SECCIÓN DE ESPECTÁCULOS.

            En la novillada de mañana se presentará por primera vez en esta plaza á rejonear dos toros embolados el célebre caballero portugués D. José Bento d’Araujo,  montando caballos de su propiedad amaestrados para esta suerte.

In LA DISCUSIÓN, Madrid – 7 de Agosto de 1880

26 DE JANEIRO DE 1908 – RIO DE JANEIRO: TERCEIRA CORRIDA DE TOUROS DO ANO NO REDONDEL DO CAMPO DE MARTE (SÃO CRISTÓVÃO)

 
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SPORT

Touros.

            A corrida de hoje no redondel da praça do Campo de Marte, vae ser de verdadeiro successo.

            Reapparece a notavel toureira hespanhola La Pepita, (NOTA: La Pepita era Josefa Mola) um dos mais apreciados elementos da actual cuadrilla de José Bento (de Araújo) e que faz ao publico as suas despedidas.

            La Pepita, que tão justamente applaudida tem sido, no seu arrojado trabalho e que é competencia entre os espadas Antonio Villa e Cantanito (NOTA: Cantaritos, aliás Ángel Herrero) vae para a Bahia, onde continuará, como em toda a sua vida artistica, a receber as ovações merecidas dos afficionados.

In A IMPRENSA, Rio de Janeiro – 26 de Janeiro de 1908

NOTA

TEMPORADA DE 1908 — A estreia da quadrilha do cavaleiro José Bento de Araújo na praça do Rio de Janeiro ocorreu no domingo 12 de Janeiro de 1908. A segunda apresentação do grupo teve lugar a 19. A terceira corrida, realizada  em 26 de Janeiro no redondel improvisado do Campo de Marte da capital federal, teve o mesmo sucesso que as anteriores.

Em Maio de 1908, o prefeito Souza Aguiar proíbiu as touradas (através do Decreto n.º 1.173).

8 DE AGOSTO DE 1880 – MADRID: A ESTREIA DO CAVALEIRO JOSÉ BENTO DE ARAÚJO NA «PLAZA DE TOROS» DA FUENTE DEL BERRO (QUE ANTECEDEU A DE LAS VENTAS)

 


Biblioteca nacional de España

NOTICIAS DE ESPECTÁCULOS.

            En la novillada del próximo domingo se presentará por primera vez en esta plaza á rejonear dos toros embolados el célebre caballero portugués D. José Bento d’Araujo,  montando caballos de su propiedad amaestrados para esta suerte.

In EL GLOBO, Madrid – 7 de Agosto de 1880

2 DE ABRIL DE 1901 – PORTO: O CAVALEIRO «JOSÉ BENTO DE ARAÚJO TENCIONA MANDAR CONSTRUIR, NA SERRA DO PILAR, UMA PRAÇA DE TOUROS»

 
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PROVINCIAS

Consta que José Bento de Araujo tenciona mandar construir, na Serra do Pillar, uma praça de touros.

            A inauguração será em Junho.

In JORNAL DO BRASIL, Rio de Janeiro – 28 de Abril de 1901

8 DE AGOSTO DE 1880 – MADRID: 3.ª CORRIDA DE NOVILHOS E ESTREIA DO CAVALEIRO JOSÉ BENTO DE ARAÚJO


Noticias.

            En la corrida de novillos anunciada para mañana, se lidiarán dos toros embolados por jóvenes aficionados, y cuatro toros de la ganadería de D. Mariano Yagüe, dos de puntas que matará Lagartija, y dos embolados que rejoneará el caballero portugués, D. José Bento Ditranjo (NOTA: José Bento de Araújo), y matará Raimundo Rodríguez (Valladolid).

Biblioteca nacional de España

Espectáculos.

Funciones para mañana.

            PLAZA DE TOROS. — A las 5. — 3.ª corrida de novillos. — Se lidiarán cuatro toros de puntas, dos de muerte, y dos que serán rejoneados por el caballero D. José Bento d’Araujo y dos toros embolados.

In EL DIARIO ESPAÑOL, Madrid – 7 de Agosto de 1880

NOTA

            A Plaza de Toros em causa é a da Fuente del Berro, que foi inaugurada no dia 4 de Setembro de 1874, substituindo a antiga praça da Puerta de Alcalá. 

            A Plaza de Toros de la Fuente del Berro tinha lotação para 13.000 a 14.000 aficionados. Foi demolida em 1934 e cedeu o lugar à actual Plaza de las Ventas.


Plaza de Toros de la Fuente del Berro
Arquivo regional de Madrid

            O anúncio dos espectáculos começa por referir os dos JARDINES DEL BUEN RETIRO. Neste imenso parque madrileno ocorreram em séculos anteriores corridas de touros. EL RETIRO continua a ser um espaço estupendo para outras festas. O bairro conta, hoje, com excelentes restaurantes também...

19 DE JANEIRO DE 1908 - RIO DE JANEIRO: BENEFÍCIO DO CAVALEIRO JOSÉ BENTO DE ARAÚJO DEDICADO AOS «TENENTES DO DIABO»

 

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TAUROMACHIA

            Como em todos os annos, o popular D. José (Bento de Araújo), que é um semi-satanaz taurino, colleccionador de pontas emboladas, ao celebrar hontem o seu beneficio, dedicou-o á destemida rapaziada que compõe a mui nobre, leal, invicta e benemerita sociedade Tenentes do Diabo.

            Por esse motivo, depois de apagar o fogo das paixões vulcanicas e desoccupar as “calderas” do “buffet” social, os infatigaveis endemoniacos, reunidos em “apretada piña” de franca amizade, abandonaram a caverna, traslandando-se ao circo taurino.

            O pharol solar illuminava os camarotes onde “acampaban” as hostes infernaes, capitaneadas por Lucifer, Belbezú, Barrabás, Mephistofeles e Pero Botelho. Alli, em meio da “soldadesca endemoniada”, tremulavam os invictos pendões coroados de laureis. Alli, na deserta immensidade do vento, flammejavam com epilepticas saudades, as bandeiras ganhas em cem batalhas carnavalescas. Alli... soava a trombeta da Fama immortalisando os Tenentes do Diabo, e o bombo proclamando rei do ruido a “Zé Pereira”.

            A praça transformada em inferno taurino, assemelhava-se ao sensual paraiso de Mafoma, e nella, aromatisando o ambiente, mostravam seus feitiços Ondinas e Vencidas, “enjauladas” em gazes, tules e sedas; umas, luzindo mantilhas hespanholas; outras chapéos afrancezados; e todas nardos, dahlias e cravos engarçados entre os brancos “encajes” de seus “corpinos” vaporosos.­

O cavaleiro José Bento de Araújo
FOTO: © Rui Araújo

            D. José (Bento de Araújo) (o eterno beneficiado) parodiando Luiz XV, (NOTA: Mais exactamente Luís XIV e Luís XV. Esta indumentária — casaca de veludo ou de seda, ricamente bordada a fios de ouro e/ou prata com motivos florais e/ou geométricos; camisa de rendas ou com folhos nos punhos, colete e calção e meia de seda; tricórnio) reafirmava o estatuto aristocrático do cavaleiro, distinguindo-o dos toureiros, que vestiam o “traje de luzes” de influência espanhola. Os cavaleiros portugueses ainda hoje se apresentam com este traje, porquanto a “frederica” — uma clara alusão a Frederico II da Prússia que influenciou as cortes de Europa no século XVIII —  continua a ser o padrão oficial.) luzia casaca de seda negra, bordada pelas “proprias” mãos das fadas. Seu secretario particular girava-lhe em torno como a lua ao redor do sol; os “idolatras” de Euterpe (NOTA: Euterpe é a musa da música na mitologia grega. Os seus idólatras em Portugal e sobretudo no Brasil eram membros de filarmónicas e de grupos carnavalescos, que tinham a música como objecto de adoração) tocaram uma “flamenca” melopea incandescendo o sangue dos “anacletos” (NOTA: Conservadores ou antagonistas), e os marinheiros norte-americanos com suas jocosas excentricidades divertiam-se a mais não poder. (NOTA: Encontra-se no Rio de Janeiro uma esquadra norte-americana)

            Assim as cousas, occupa a presidencia do tribunal taurino, o distincto “aficionado” D. José Vieira Duarte.  Lisboa, o corneta de ordens, enche os dous “carrillos” e sopra, sopra e o clarim annuncia o desfile regio “de los diestros”.

            A ”cavalgata anti-torera” compõe-se de uma banda de clarins, a cavallo, vestindo “trajes” infernaes; um carro “á la Frederica”, conduzindo o beneficiado cavalleiros Morgado de Covas e Victor Marques e os bandarilheiros “Maera” (NOTA: Maera é o grande matador espanhol Manuel García López, 1896-1924) e Manuel dos Santos; outro carro (de aluguel) com o resto dos toureiros que compõem a “cuadrilla” e uma pequena escolta de forcados e pastores. (NOTA: Errado. Os “pastores”são na realidade campinos).

            Que dizer da tourada?

            Sendo-nos impossivel detalhal-a. Por falta material de tempo, diremos, resumindo que, em conjuncto, foi superior.

            Os touros lidados, excepto os sexto e ultimo, deram jogo, demonstrado bravura.

            Os cavalleiros José Bento (de Araújo) e Morgado de Covas mostraram mais uma vez a arte toureira que possuem e a intelligencia e valor que transbordam, quando querem luzir.

            Victor Marques fez tão pouca cousa, que não merece qualificativo.

            Os espadas Villa (NOTA: Antonio Villa) e “Cantaritos” (NOTA: Manuel García) ambos com muitas ganas de mostrar suas habilidades, ganharam muitas palmas, merecidas, conseguindo tirar do publico carioca essa glacial indifferença com que assiste á sorte mais arriscada e difficil que tem o toureio classico.

            Villa usa terno granada e ouro e empolga “dos altos, uno de pecho” e varios naturaes. “Marcando los tiempos” e “por derecho” entra a “volapié” e assignala uma boa estocada.

            Passes, 6; minutos empregados na sorte, 4.

            “Cantaritos”, que tem “enxundia” toureira em todo o corpo, veste terno tabaco e ouro; alveja com a “muleta” a cabeça do seu rival, e mais fresco do que uma “lechuga”, mettendo o pé esquerdo, dá um passe “alto”, dous de “pecho” com a “rodilla en tierra”, um “ayudado” e varios naturaes, que enlouquecem o publico soberano, pela elegancia, aprumo e valentia com que os executa o “diestro”. “Cantaritos” entra “a matar” perñiando-se como Deus manda e assignala nas “agujas”, uma estocada com uma bandarilha “de á cuarta”.

            Passes, 7; minutos empregados na sorte, 3.

            Em bandarilhas os dous “matadores” estiveram a boa altura; Villa com um par, superior, “aprovechando”, e “Cantaritos” com outro idem “al cuarteo”.

            Dos muchachos nada de mao se pôde dizer, pois, todos cumpriram bem. “Maera”, “yiéndoselas” com um touro “guasón” e “resabiado” fez o milagre de cravar um par “al cuarteo”, immelhoravel, “tras” uma bonita preparação que lhe valeu palmas. Manuel dos Santos poz outro idem superior e soffreu um “encontronazo” sahindo “volteado”, sem consequencias. Afredo, poz um par “cambiando”, archi-superior e deu um “lance” de capa no penultimo touro, como dão os mestres. Thomé cravou um á sahida da gaiola, muito bom, e trabalhou muito com o capote, “aunque” sem luzimento.

            Oliveira cumpriu com um par regular e Angelo deu o salto da “garrocha” com muita limpeza.

            Ferros postos, 18.

            “Encontronazos” soffridos pelos cavallos, 4.

            Passes de muleta, 13.

            “Desarmes”. 00.

            Estocadas assignaladas, 2.

            Bandarilhas postas, 29.

Justo Verdades.

In JORNAL DO BRASIL, Rio de Janeiro - 20 de Janeiro de 1908

VER TAMBÉM:
https://corridasportugalespanafrance.blogspot.com/2023/12/19-de-janeiro-de-1908-rio-de-janeiro.html

28 DE DEZEMBRO DE 1908 – A TEMPORADA TAUROMÁQUICA EM PORTUGAL

 


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DESDE LISBOA

Corridas efectuadas durante la temporada de 1908, en diferentes plazas de Portugal.

            En la plaza de Campo Pequeño, de Lisboa, se efectuaron durante la temporada de 1908, veintiséis corridas, entre ellas algunas extraordinarias, y una á beneficio de varios artistas y amadores.

            En Campo Pequeño empezó la temporada el 10 de Marzo; la segunda se suspendió por lluvia, dándose el 25 del mismo mes, pero con una temperatura imposible; lo mismo sucedió hasta la quinta.

Praça do Campo Pequeno
FOTO: Arquivo municipal de Lisboa

            El 31 de Mayo se anunció una corrida con Bombita y su cuadrilla, que no llegó á efectuarse por motivos ajenos á la voluntad de la empresa.

            Algunas de esas corridas estaban bien organizadas y con superiores elementos, resultando algunas del agrado de los aficionados, pero, en cambio, hubo otras con mojigangas indecentes, de esas que sólo se exhiben en plazas de ínfima categoría, y no en la primera plaza del país.

            No describiré minuciosamente lo que fueron esas corridas, por que tengo la seguridad de que con ello no he de interesar á los lectores de EL TOREO, y por esta circunstancia sólo daré un resumen de las mismas. Los artistas que tomron parte en las mismas fueron: Matadores de toros. — Revertito, en cinco corridas; Algabeño, en una; Fuentes, en una; Rerre, en una; Quinito, en una; Regaterín, en una; Bombita, en dos; Bombita chico, en una; Cocherito, en una; Bienvenida, en una; Camisero, en dos; Vicente Segura, en una; Mazzantinito, en una; Gordito, en una; Guerrerito, en una; Saleri, una, y el novillero Gallito chico, una.

            Los banderilleros españoles que tomaron parte en ellas fueron: Perdigón, una; Americano, una; Manolo, una; Gonzalito, una; Garroche, una; Antolín, dos; Morenito, dos; Pinturas, una; Blanquet, una; Regaterín chico, una; Vito, una; Pepin, una; Morenito de Valencia, una; José Gales, una; Pulga de Triana, una; Calderón, una y Monte, una.

            Los picadores que en las mismas figuraron, fueron: Charpa, una; Ingles, una; Agujetas, dos; Broncista, una; Galea, una y Medina una.

            Los caballeros portugueses que en ellas actuaron fueron: Manuel Casimiro, ocho; Ricardo Pereira, cuatro; José Casimiro, ocho; Eduardo Macedo, doce; Morgado de Covas, trece, José Bento (de Araújo), seis.

O cavaleiro José Bento de Araújo
FOTO: Museu Tauromáquico de Nimes, França

            El insigne rejoneador portugués Manuel Mourisca, que ha sido el maestro del toreo á caballo, y hoy retirado, se presentó una vez, en el beneficio del banderillero Torres Branco, demostrando el insigne rejoneador que, á pesar de ser viejo, aún puede competir con los jóvenes de la actualidad en arte y saber, no separándose de las reglas del arte, como lo hacen hoy la mayoría de nuestros rejoneadores, que torean sólo para inglez ver.

            Los banderilleros portugueses que en dichas fiestas actuaron fueron: Teodoro toreó doce; Cadete, diecisiete; Torres Branco, ocho; Rocha, ocho; Luciano, seis; Tomé, once; Alexandre Vieira, seis; Juan de Oliveira, nueve; Manuel dos Santos, catorce; Alfredo dos Santos, catorce; José Costa, tres; Saldana, (NOTA: Saldanha) catorce; Xavier, dos; José Martínez, una y Tenden dos.

            Además de los artistas citados torearon: Maera chico once corridas y Malagueño cinco.

            Estos dos artistas tienen muchas simpatías entre los aficionados lusitanos, principalmente Maera, por su mérito artístico y por su saber.

            Estos apuntes se refieren solamente á la plaza de Campo Pequeño.

            En esta plaza torearon los más distinguidos amadores portugueses, tanto de á pié como de á caballo.

            En la misma se lidiaron durante la temporada 252 toros de diferentes ganaderos, siendo Emilio Infante el que dió más toros, y los que mejor cumplieron, y en segundo lugar el doctor Alfonso de Souza.

            Esto es, en resumen, lo que ha dado de sí la temporada en Campo Pequeño, de modo que si la nueva empresa no trata de procurar levantar el entusiasmo del público dándole fiestas de verdadera importancia, dentro de poco no habrá aficionados que vayan á presenciar las corridas de toros, porque nuestros artistas no salen del paso, y lo que hacen en la primera corrida, lo hacen igualmente en la última, no revelando ni afición ni amor proprio; esto es lo que ocurre en general tanto en los banderilleros como en los caballeros en plaza, y terminando por los ganaderos, que no cuidan á conciencia la pureza y nobleza de sus reses, y de ahí la decadencia en que van cayendo las corridas en Portugal.

            En Oporto, la segunda capital de Portugal, donde en tiempos se dieron tan buenas corridas, este año sólo se verificaron dos ó tres, y todas malas, tomando en ellas parte los espadas Bombita chico y los Niños toreros sevillanos.

            En Algés (Lisboa), que es una plaza muy buena y elegante, el empresario, Sr. Segurado, obsequió á los amadores con once novilladas, muy divertidas por cierto, pero nada artísticas, porque en ellas se exhibían diferentes episodios burlescos, como el torero de las tres piernas, gigantes y cabezudos, etc., etc., y de ahí que los amadores no asistan á corridas bien organizadas, para ir á presenciar estas mamarrachadas, ya por que sean más baratas, o por pasar un rato divertidos.

            La única cosa buena que vimos en esta plaza, fué la presentación de la juvenil cuadrilla de Niños sevillanos, de la cual eran jefes el minúsculo Gallito petit, y Pepete chcico, dos futuros artistas, principalmente el primero.

            En esta plaza se dió una función orgnizada por el Real Club Tauromáquico, en la cual se presentó dicha cuadrilla para lidiar unos novillos de puntas, fiesta particular dedicada á sus asociados y sus familias, ya la cual resultó de mucho atractivo.

            En varias plazas de provincias se dieron durante la temporada 119 corridas, tomando parte en algunas de ellas varios novilleros españoles, entre ellos Juan Dominguez (Pulguita chico), Antonio Aguilar (Aguilarito) y Machaquito de Sevilla.

            Carlos Garrido (Carterito), que debía torear por primera vez en Espino (Oporto) (NOTA: Espinho), se suspendió la corrida.

            Durante esta temporada se inauguraron dos nuevas plazas, una en Cuba y otra en Moura.

            Esto es todo cuanto ha ocurrido durante la última temporada en Portugal, y hasta la próxima se despide de los amables lectores de EL TOREO.

MANUEL J. GÓMEZ.

Vila Franca de Xira - cartaz com anúncio de uma corrida com José Bento de Araúo
FOTO: Arquivo público

In EL TOREO, Madrid – 28 de Dezembro de 1908

29 DE MARÇO DE 1908 - PETRÓPOLIS: SEGUNDA DAS QUATRO CORRIDAS PREVISTAS (EM DIA DE CHUVA)

 
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TTUROMACHIA

            Do nosso chronista tauromachico, “D. Justo Verdades”, recebemos o seguinte telegramma, traduzido, decifrado e adivinhado á ultima hora, via maritima e terrestre, por um cabo imaginario e submarino :

            Petropolis, 5.38 da tarde — Plumbeas nuvens toldam o firmamento. Parece verso, mas não é. Praça de touros meio cheia ou cheia até ao meio. Muito luxo, muitas damas bonitas e alguns diplomatas feios.

            Paz continente americano garantida, melhor que em Varsovia. Barão Rio Branco faz milagres. (NOTA: «Barão do Rio Branco» correspondia, por um lado, a José Maria da Silva Paranhos Jr., aliás Barão do Rio Branco, que foi ministro das Relações Exteriores no Brasil, e era, por outro, uma marca de vinho da Companhia de Vinhos Finos do Douro, empresa sediada em Vila Nova de Gaia, que o exportava para o Brasil.) (José) Bento (de Araújo)  Presidente, Ministros tauromachicos, deitou decreto, declarando-se director, declarando-se dictador. Povo enthusiasmado, tributa-lhe ovadellas. Victor Marques, cavalleiro-môr do circo taurino, fez ceremonias rituaes, pedidndo Santa Barbara para que não trovejasse. Maera, Deputado por acclamação, pronunciou discurso, despedindo-se hospitaleiro povo brasileiro e dando “gracias” ovações recebidas. Nuvens vertem lagrimas de sentimento. Chove a cantaros e Cantaritos pede ao “Supremo Hacedor” que termine a chuva e dá varios “capotazos” bons. Alfredo dos Santos, devido á molhadella, espirra; Villa transforma-se em “aldeia”.

            Suspende-se corrida ao quarto touro. Mandem-me um guarda-chuva, um impermeavel e um par de botas, daquellas grandes,

In JORNAL DO BRASIL, Rio de Janeiro – 30 de Março de 1908

5 DE OUTUBRO DE 1914 – LISBOA: CORRIDA DA CELEBRAÇÃO DA PROCLAMAÇÃO DA REPÚBLICA COM TOUROS MANSOS

 


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Desde Lisboa

            El día 5 de Octubre, para celebrar la proclamación de la República, organizó la empresa otra corrida nocturna (la quinta de la temporada), en la que también tomó parte Bienvenida, que una vez más confirmó nuestro respecto á él. Reapareció el decano de los rejoneadores portugueses José Bento de Araujo, que á pesar de su edad, aún es el caballero alegre y valiente como no cabe más. Morgado de Covas también estuvo bien.

Gravura de PASTOR, O Gabinete dos Repórteres
Biblioteca nacional de Portugal

            El banderillero de Bienvenida Ignacio Donoso (Pelucho) es un buen peón de brega y un excelente banderillero.

            En esta corrida se lidiaron toros del Sr. Lopes, que continuó mandando toros mansos y difíciles de torear, resultando una corrida sosa y sin animación, debido á los toros.

In EL TOREO, Madrid – 28 de Dezembro de 1914

22 DE MARÇO DE 1908 - PETRÓPOLIS: A PRIMEIRA DAS QUATRO CORRIDAS DE DOMINGO NO POLITEAMA

 
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Tauromachia

            Do nosso chronista tauromachico D. Justo Verdades, recebemos o seguinte telegramma:

            Petropolis, 22 — O tempo está bom. A concurrencia foi regular, occupando os camarotes distinctas senhoras.

            José Bento (de Araujo), felicissimo, foi muito applaudido.

            Marques portou-se bem.

            Maera mostrou-se inexcedivel bandarilhando e monumental passando de capa.

            Cantaritos (NOTA: O novilheiro Cantaritos chamava-se Ángel Herrero) esteve bem passando de muleta e toleravel nas bandarilhas.

            Alfredo (NOTA: Alfredo dos Santos) esforçou-se muito. Villa andou bem. (NOTA: Antonio Villa, aliás Habla Poco)

            Os pegadores foram felizes.

            O publico sahiu satisfeito, apezar da do botequim da praça ser mal servido e muito caro.

In JORNAL DO BRASIL, Rio de Janeiro – 23 de Março de 1908

22 DE MARÇO DE 1908 –RIO DE JANEIRO: OS ESPANHÓIS CANTARITOS E ANTONIO VILLA (HABLA POCO) MAIS O CAVALEIRO JOSÉ BENTO DE ARAÚJO A CAMINHO DO POLITEAMA DE PETRÓPOLIS

 


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DESDE LISBOA

Los novilleros Antonio Villa (Habla Poco) y Cantaritos han seguido para Petrópolis en compañia del caballero José Bento (de Araújo), donde van a torear cuatro corridas.

MANUEL J. GÓMEZ.

NOTA

As corridas de touros, protagonizadas pelo cavaleiro José Bento de Araújo e os novilheiros espanhóis Antonio Villa (Habla Poco) e Cantaritos, realizaram-se no Politeama de Petrópolis aos domingos entre o final de Março e meados de Abril de 1908.

Eis as datas das quatro corridas efectuadas em Petrópolis:

— 22 de março de 1908

— 29 de março de 1908

— 5 de abril de 1908

— 12 de abril de 1908

In EL TOREO, Madrid – 23 de Março de 1908

9 DE FEVEREIRO DE 1908 – RIO DE JANEIRO: UMA BOA CORRIDA NA PRAÇA DO CAMPO DE MARTE COM TOUREIROS ESPANHÓIS E PORTUGUESES

 

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TAUROMACHIA

            A corrida de domingo, destinada á festa artística do distincto cavalleiro Morgado de Covas, foi um verdadeiro successo. O redondel do campo de Marte estava artisticamente enfeitado e os logares da «sombra», das cadeiras e dos camarotes estavam occupados por apreciadores do festejado. Só no «sol» notavam-se alguns claros.

A tourada foi uma das melhores a que temos assistido.

Serviu de intelligente o Camarão, que se houve correctamente.

O Morgado de Covas lidou, garbosamente montado, em selim raso, o quarto touro, o pintado, provocando enthusiasmo, já pela elegancia com que cavalgava, já pelo apuro com que applicava ferros largos e curtos.

Terminada a lide, foi chamado á praça sendo delirantemente applaudido e festejado.

Ao trabalhar o oitavo touro, o Morgado continuou a arrancar upplausos e acclamações.

José Bento (de Araújo) foi tambem applaudido lidando o primeiro touro.

Citemos ainda o trabalho de Victor Marques Maera, Manoel e Alfredo dos Santos, Ribeiro Thomé, Antonio Vila, (NOTA: Antonio Villa) João de Oliveira e Cantaritos.

            O Club dos Fenianos compareceu á festa.

Frascuelo

In O SÉCULO, Rio de Janeiro – 11 de Fevereiro de 1908