8 DE AGOSTO DE 1880 – MADRID: 3.ª CORRIDA DE NOVILHOS E ESTREIA DO CAVALEIRO JOSÉ BENTO DE ARAÚJO


Noticias.

            En la corrida de novillos anunciada para mañana, se lidiarán dos toros embolados por jóvenes aficionados, y cuatro toros de la ganadería de D. Mariano Yagüe, dos de puntas que matará Lagartija, y dos embolados que rejoneará el caballero portugués, D. José Bento Ditranjo (NOTA: José Bento de Araújo), y matará Raimundo Rodríguez (Valladolid).

Biblioteca nacional de España

Espectáculos.

            PLAZA DE TOROS. — A las 5. — 3.ª corrida de novillos. — Se lidiarán cuatro toros de puntas, dos de muerte, y dos que serán rejoneados por el caballero D. José Bento d’Araujo y dos toros embolados.

In EL DIARIO ESPAÑOL, Madrid – 7 de Agosto de 1880

19 DE JANEIRO DE 1908 - RIO DE JANEIRO: BENEFÍCIO DO CAVALEIRO JOSÉ BENTO DE ARAÚJO DEDICADO AOS «TENENTES DO DIABO»

 

Biblioteca nacional do Brasil

TAUROMACHIA

            Como em todos os annos, o popular D. José (Bento de Araújo), que é um semi-satanaz taurino, colleccionador de pontas emboladas, ao celebrar hontem o seu beneficio, dedicou-o á destemida rapaziada que compõe a mui nobre, leal, invicta e benemerita sociedade Tenentes do Diabo.

            Por esse motivo, depois de apagar o fogo das paixões vulcanicas e desoccupar as “calderas” do “buffet” social, os infatigaveis endemoniacos, reunidos em “apretada piña” de franca amizade, abandonaram a caverna, traslandando-se ao circo taurino.

            O pharol solar illuminava os camarotes onde “acampaban” as hostes infernaes, capitaneadas por Lucifer, Belbezú, Barrabás, Mephistofeles e Pero Botelho. Alli, em meio da “soldadesca endemoniada”, tremulavam os invictos pendões coroados de laureis. Alli, na deserta immensidade do vento, flammejavam com epilepticas saudades, as bandeiras ganhas em cem batalhas carnavalescas. Alli... soava a trombeta da Fama immortalisando os Tenentes do Diabo, e o bombo proclamando rei do ruido a “Zé Pereira”.

            A praça transformada em inferno taurino, assemelhava-se ao sensual paraiso de Mafoma, e nella, aromatisando o ambiente, mostravam seus feitiços Ondinas e Vencidas, “enjauladas” em gazes, tules e sedas; umas, luzindo mantilhas hespanholas; outras chapéos afrancezados; e todas nardos, dahlias e cravos engarçados entre os brancos “encajes” de seus “corpinos” vaporosos.­

O cavaleiro José Bento de Araújo
FOTO: © Rui Araújo

            D. José (Bento de Araújo) (o eterno beneficiado) parodiando Luiz XV, (NOTA: Mais exactamente Luís XIV e Luís XV. Esta indumentária — casaca de veludo ou de seda, ricamente bordada a fios de ouro e/ou prata com motivos florais e/ou geométricos; camisa de rendas ou com folhos nos punhos, colete e calção e meia de seda; tricórnio) reafirmava o estatuto aristocrático do cavaleiro, distinguindo-o dos toureiros, que vestiam o “traje de luzes” de influência espanhola. Os cavaleiros portugueses ainda hoje se apresentam com este traje, porquanto a “frederica” — uma clara alusão a Frederico II da Prússia que influenciou as cortes de Europa no século XVIII —  continua a ser o padrão oficial.) luzia casaca de seda negra, bordada pelas “proprias” mãos das fadas. Seu secretario particular girava-lhe em torno como a lua ao redor do sol; os “idolatras” de Euterpe (NOTA: Euterpe é a musa da música na mitologia grega. Os seus idólatras em Portugal e sobretudo no Brasil eram membros de filarmónicas e de grupos carnavalescos, que tinham a música como objecto de adoração) tocaram uma “flamenca” melopea incandescendo o sangue dos “anacletos” (NOTA: Conservadores ou antagonistas), e os marinheiros norte-americanos com suas jocosas excentricidades divertiam-se a mais não poder. (NOTA: Encontra-se no Rio de Janeiro uma esquadra norte-americana)

            Assim as cousas, occupa a presidencia do tribunal taurino, o distincto “aficionado” D. José Vieira Duarte.  Lisboa, o corneta de ordens, enche os dous “carrillos” e sopra, sopra e o clarim annuncia o desfile regio “de los diestros”.

            A ”cavalgata anti-torera” compõe-se de uma banda de clarins, a cavallo, vestindo “trajes” infernaes; um carro “á la Frederica”, conduzindo o beneficiado cavalleiros Morgado de Covas e Victor Marques e os bandarilheiros “Maera” (NOTA: Maera é o grande matador espanhol Manuel García López, 1896-1924) e Manuel dos Santos; outro carro (de aluguel) com o resto dos toureiros que compõem a “cuadrilla” e uma pequena escolta de forcados e pastores. (NOTA: Errado. Os “pastores”são na realidade campinos).

            Que dizer da tourada?

            Sendo-nos impossivel detalhal-a. Por falta material de tempo, diremos, resumindo que, em conjuncto, foi superior.

            Os touros lidados, excepto os sexto e ultimo, deram jogo, demonstrado bravura.

            Os cavalleiros José Bento (de Araújo) e Morgado de Covas mostraram mais uma vez a arte toureira que possuem e a intelligencia e valor que transbordam, quando querem luzir.

            Victor Marques fez tão pouca cousa, que não merece qualificativo.

            Os espadas Villa (NOTA: Antonio Villa) e “Cantaritos” (NOTA: Manuel García) ambos com muitas ganas de mostrar suas habilidades, ganharam muitas palmas, merecidas, conseguindo tirar do publico carioca essa glacial indifferença com que assiste á sorte mais arriscada e difficil que tem o toureio classico.

            Villa usa terno granada e ouro e empolga “dos altos, uno de pecho” e varios naturaes. “Marcando los tiempos” e “por derecho” entra a “volapié” e assignala uma boa estocada.

            Passes, 6; minutos empregados na sorte, 4.

            “Cantaritos”, que tem “enxundia” toureira em todo o corpo, veste terno tabaco e ouro; alveja com a “muleta” a cabeça do seu rival, e mais fresco do que uma “lechuga”, mettendo o pé esquerdo, dá um passe “alto”, dous de “pecho” com a “rodilla en tierra”, um “ayudado” e varios naturaes, que enlouquecem o publico soberano, pela elegancia, aprumo e valentia com que os executa o “diestro”. “Cantaritos” entra “a matar” perñiando-se como Deus manda e assignala nas “agujas”, uma estocada com uma bandarilha “de á cuarta”.

            Passes, 7; minutos empregados na sorte, 3.

            Em bandarilhas os dous “matadores” estiveram a boa altura; Villa com um par, superior, “aprovechando”, e “Cantaritos” com outro idem “al cuarteo”.

            Dos muchachos nada de mao se pôde dizer, pois, todos cumpriram bem. “Maera”, “yiéndoselas” com um touro “guasón” e “resabiado” fez o milagre de cravar um par “al cuarteo”, immelhoravel, “tras” uma bonita preparação que lhe valeu palmas. Manuel dos Santos poz outro idem superior e soffreu um “encontronazo” sahindo “volteado”, sem consequencias. Afredo, poz um par “cambiando”, archi-superior e deu um “lance” de capa no penultimo touro, como dão os mestres. Thomé cravou um á sahida da gaiola, muito bom, e trabalhou muito com o capote, “aunque” sem luzimento.

            Oliveira cumpriu com um par regular e Angelo deu o salto da “garrocha” com muita limpeza.

            Ferros postos, 18.

            “Encontronazos” soffridos pelos cavallos, 4.

            Passes de muleta, 13.

            “Desarmes”. 00.

            Estocadas assignaladas, 2.

            Bandarilhas postas, 29.

Justo Verdades.

In JORNAL DO BRASIL, Rio de Janeiro - 20 de Janeiro de 1908

VER TAMBÉM:
https://corridasportugalespanafrance.blogspot.com/2023/12/19-de-janeiro-de-1908-rio-de-janeiro.html

28 DE DEZEMBRO DE 1908 – A TEMPORADA TAUROMÁQUICA EM PORTUGAL

 


Biblioteca nacional de España

DESDE LISBOA

Corridas efectuadas durante la temporada de 1908, en diferentes plazas de Portugal.

            En la plaza de Campo Pequeño, de Lisboa, se efectuaron durante la temporada de 1908, veintiséis corridas, entre ellas algunas extraordinarias, y una á beneficio de varios artistas y amadores.

            En Campo Pequeño empezó la temporada el 10 de Marzo; la segunda se suspendió por lluvia, dándose el 25 del mismo mes, pero con una temperatura imposible; lo mismo sucedió hasta la quinta.

Praça do Campo Pequeno
FOTO: Arquivo municipal de Lisboa

            El 31 de Mayo se anunció una corrida con Bombita y su cuadrilla, que no llegó á efectuarse por motivos ajenos á la voluntad de la empresa.

            Algunas de esas corridas estaban bien organizadas y con superiores elementos, resultando algunas del agrado de los aficionados, pero, en cambio, hubo otras con mojigangas indecentes, de esas que sólo se exhiben en plazas de ínfima categoría, y no en la primera plaza del país.

            No describiré minuciosamente lo que fueron esas corridas, por que tengo la seguridad de que con ello no he de interesar á los lectores de EL TOREO, y por esta circunstancia sólo daré un resumen de las mismas. Los artistas que tomron parte en las mismas fueron: Matadores de toros. — Revertito, en cinco corridas; Algabeño, en una; Fuentes, en una; Rerre, en una; Quinito, en una; Regaterín, en una; Bombita, en dos; Bombita chico, en una; Cocherito, en una; Bienvenida, en una; Camisero, en dos; Vicente Segura, en una; Mazzantinito, en una; Gordito, en una; Guerrerito, en una; Saleri, una, y el novillero Gallito chico, una.

            Los banderilleros españoles que tomaron parte en ellas fueron: Perdigón, una; Americano, una; Manolo, una; Gonzalito, una; Garroche, una; Antolín, dos; Morenito, dos; Pinturas, una; Blanquet, una; Regaterín chico, una; Vito, una; Pepin, una; Morenito de Valencia, una; José Gales, una; Pulga de Triana, una; Calderón, una y Monte, una.

            Los picadores que en las mismas figuraron, fueron: Charpa, una; Ingles, una; Agujetas, dos; Broncista, una; Galea, una y Medina una.

            Los caballeros portugueses que en ellas actuaron fueron: Manuel Casimiro, ocho; Ricardo Pereira, cuatro; José Casimiro, ocho; Eduardo Macedo, doce; Morgado de Covas, trece, José Bento (de Araújo), seis.

O cavaleiro José Bento de Araújo
FOTO: Museu Tauromáquico de Nimes, França

            El insigne rejoneador portugués Manuel Mourisca, que ha sido el maestro del toreo á caballo, y hoy retirado, se presentó una vez, en el beneficio del banderillero Torres Branco, demostrando el insigne rejoneador que, á pesar de ser viejo, aún puede competir con los jóvenes de la actualidad en arte y saber, no separándose de las reglas del arte, como lo hacen hoy la mayoría de nuestros rejoneadores, que torean sólo para inglez ver.

            Los banderilleros portugueses que en dichas fiestas actuaron fueron: Teodoro toreó doce; Cadete, diecisiete; Torres Branco, ocho; Rocha, ocho; Luciano, seis; Tomé, once; Alexandre Vieira, seis; Juan de Oliveira, nueve; Manuel dos Santos, catorce; Alfredo dos Santos, catorce; José Costa, tres; Saldana, (NOTA: Saldanha) catorce; Xavier, dos; José Martínez, una y Tenden dos.

            Además de los artistas citados torearon: Maera chico once corridas y Malagueño cinco.

            Estos dos artistas tienen muchas simpatías entre los aficionados lusitanos, principalmente Maera, por su mérito artístico y por su saber.

            Estos apuntes se refieren solamente á la plaza de Campo Pequeño.

            En esta plaza torearon los más distinguidos amadores portugueses, tanto de á pié como de á caballo.

            En la misma se lidiaron durante la temporada 252 toros de diferentes ganaderos, siendo Emilio Infante el que dió más toros, y los que mejor cumplieron, y en segundo lugar el doctor Alfonso de Souza.

            Esto es, en resumen, lo que ha dado de sí la temporada en Campo Pequeño, de modo que si la nueva empresa no trata de procurar levantar el entusiasmo del público dándole fiestas de verdadera importancia, dentro de poco no habrá aficionados que vayan á presenciar las corridas de toros, porque nuestros artistas no salen del paso, y lo que hacen en la primera corrida, lo hacen igualmente en la última, no revelando ni afición ni amor proprio; esto es lo que ocurre en general tanto en los banderilleros como en los caballeros en plaza, y terminando por los ganaderos, que no cuidan á conciencia la pureza y nobleza de sus reses, y de ahí la decadencia en que van cayendo las corridas en Portugal.

            En Oporto, la segunda capital de Portugal, donde en tiempos se dieron tan buenas corridas, este año sólo se verificaron dos ó tres, y todas malas, tomando en ellas parte los espadas Bombita chico y los Niños toreros sevillanos.

            En Algés (Lisboa), que es una plaza muy buena y elegante, el empresario, Sr. Segurado, obsequió á los amadores con once novilladas, muy divertidas por cierto, pero nada artísticas, porque en ellas se exhibían diferentes episodios burlescos, como el torero de las tres piernas, gigantes y cabezudos, etc., etc., y de ahí que los amadores no asistan á corridas bien organizadas, para ir á presenciar estas mamarrachadas, ya por que sean más baratas, o por pasar un rato divertidos.

            La única cosa buena que vimos en esta plaza, fué la presentación de la juvenil cuadrilla de Niños sevillanos, de la cual eran jefes el minúsculo Gallito petit, y Pepete chcico, dos futuros artistas, principalmente el primero.

            En esta plaza se dió una función orgnizada por el Real Club Tauromáquico, en la cual se presentó dicha cuadrilla para lidiar unos novillos de puntas, fiesta particular dedicada á sus asociados y sus familias, ya la cual resultó de mucho atractivo.

            En varias plazas de provincias se dieron durante la temporada 119 corridas, tomando parte en algunas de ellas varios novilleros españoles, entre ellos Juan Dominguez (Pulguita chico), Antonio Aguilar (Aguilarito) y Machaquito de Sevilla.

            Carlos Garrido (Carterito), que debía torear por primera vez en Espino (Oporto) (NOTA: Espinho), se suspendió la corrida.

            Durante esta temporada se inauguraron dos nuevas plazas, una en Cuba y otra en Moura.

            Esto es todo cuanto ha ocurrido durante la última temporada en Portugal, y hasta la próxima se despide de los amables lectores de EL TOREO.

MANUEL J. GÓMEZ.

Vila Franca de Xira - cartaz com anúncio de uma corrida com José Bento de Araúo
FOTO: Arquivo público

In EL TOREO, Madrid – 28 de Dezembro de 1908

29 DE MARÇO DE 1908 - PETRÓPOLIS: SEGUNDA DAS QUATRO CORRIDAS PREVISTAS (EM DIA DE CHUVA)

 
Biblioteca nacional do Brasil

TTUROMACHIA

            Do nosso chronista tauromachico, “D. Justo Verdades”, recebemos o seguinte telegramma, traduzido, decifrado e adivinhado á ultima hora, via maritima e terrestre, por um cabo imaginario e submarino :

            Petropolis, 5.38 da tarde — Plumbeas nuvens toldam o firmamento. Parece verso, mas não é. Praça de touros meio cheia ou cheia até ao meio. Muito luxo, muitas damas bonitas e alguns diplomatas feios.

            Paz continente americano garantida, melhor que em Varsovia. Barão Rio Branco faz milagres. (NOTA: «Barão do Rio Branco» correspondia, por um lado, a José Maria da Silva Paranhos Jr., aliás Barão do Rio Branco, que foi ministro das Relações Exteriores no Brasil, e era, por outro, uma marca de vinho da Companhia de Vinhos Finos do Douro, empresa sediada em Vila Nova de Gaia, que o exportava para o Brasil.) (José) Bento (de Araújo)  Presidente, Ministros tauromachicos, deitou decreto, declarando-se director, declarando-se dictador. Povo enthusiasmado, tributa-lhe ovadellas. Victor Marques, cavalleiro-môr do circo taurino, fez ceremonias rituaes, pedidndo Santa Barbara para que não trovejasse. Maera, Deputado por acclamação, pronunciou discurso, despedindo-se hospitaleiro povo brasileiro e dando “gracias” ovações recebidas. Nuvens vertem lagrimas de sentimento. Chove a cantaros e Cantaritos pede ao “Supremo Hacedor” que termine a chuva e dá varios “capotazos” bons. Alfredo dos Santos, devido á molhadella, espirra; Villa transforma-se em “aldeia”.

            Suspende-se corrida ao quarto touro. Mandem-me um guarda-chuva, um impermeavel e um par de botas, daquellas grandes,

In JORNAL DO BRASIL, Rio de Janeiro – 30 de Março de 1908

5 DE OUTUBRO DE 1914 – LISBOA: CORRIDA DA CELEBRAÇÃO DA PROCLAMAÇÃO DA REPÚBLICA COM TOUROS MANSOS

 


Biblioteca nacional de España

Desde Lisboa

            El día 5 de Octubre, para celebrar la proclamación de la República, organizó la empresa otra corrida nocturna (la quinta de la temporada), en la que también tomó parte Bienvenida, que una vez más confirmó nuestro respecto á él. Reapareció el decano de los rejoneadores portugueses José Bento de Araujo, que á pesar de su edad, aún es el caballero alegre y valiente como no cabe más. Morgado de Covas también estuvo bien.

Gravura de PASTOR, O Gabinete dos Repórteres
Biblioteca nacional de Portugal

            El banderillero de Bienvenida Ignacio Donoso (Pelucho) es un buen peón de brega y un excelente banderillero.

            En esta corrida se lidiaron toros del Sr. Lopes, que continuó mandando toros mansos y difíciles de torear, resultando una corrida sosa y sin animación, debido á los toros.

In EL TOREO, Madrid – 28 de Dezembro de 1914

22 DE MARÇO DE 1908 - PETRÓPOLIS: A PRIMEIRA DAS QUATRO CORRIDAS DE DOMINGO NO POLITEAMA

 
Biblioteca nacional do Brasil

Tauromachia

            Do nosso chronista tauromachico D. Justo Verdades, recebemos o seguinte telegramma:

            Petropolis, 22 — O tempo está bom. A concurrencia foi regular, occupando os camarotes distinctas senhoras.

            José Bento (de Araujo), felicissimo, foi muito applaudido.

            Marques portou-se bem.

            Maera mostrou-se inexcedivel bandarilhando e monumental passando de capa.

            Cantaritos (NOTA: O novilheiro Cantaritos chamava-se Ángel Herrero) esteve bem passando de muleta e toleravel nas bandarilhas.

            Alfredo (NOTA: Alfredo dos Santos) esforçou-se muito. Villa andou bem. (NOTA: Antonio Villa, aliás Habla Poco)

            Os pegadores foram felizes.

            O publico sahiu satisfeito, apezar da do botequim da praça ser mal servido e muito caro.

In JORNAL DO BRASIL, Rio de Janeiro – 23 de Março de 1908

22 DE MARÇO DE 1908 –RIO DE JANEIRO: OS ESPANHÓIS CANTARITOS E ANTONIO VILLA (HABLA POCO) MAIS O CAVALEIRO JOSÉ BENTO DE ARAÚJO A CAMINHO DO POLITEAMA DE PETRÓPOLIS

 


Biblioteca nacional de España

DESDE LISBOA

Los novilleros Antonio Villa (Habla Poco) y Cantaritos han seguido para Petrópolis en compañia del caballero José Bento (de Araújo), donde van a torear cuatro corridas.

MANUEL J. GÓMEZ.

NOTA

As corridas de touros, protagonizadas pelo cavaleiro José Bento de Araújo e os novilheiros espanhóis Antonio Villa (Habla Poco) e Cantaritos, realizaram-se no Politeama de Petrópolis aos domingos entre o final de Março e meados de Abril de 1908.

Eis as datas das quatro corridas efectuadas em Petrópolis:

— 22 de março de 1908

— 29 de março de 1908

— 5 de abril de 1908

— 12 de abril de 1908

In EL TOREO, Madrid – 23 de Março de 1908

9 DE FEVEREIRO DE 1908 – RIO DE JANEIRO: UMA BOA CORRIDA NA PRAÇA DO CAMPO DE MARTE COM TOUREIROS ESPANHÓIS E PORTUGUESES

 

Biblioteca nacional do Brasil

TAUROMACHIA

            A corrida de domingo, destinada á festa artística do distincto cavalleiro Morgado de Covas, foi um verdadeiro successo. O redondel do campo de Marte estava artisticamente enfeitado e os logares da «sombra», das cadeiras e dos camarotes estavam occupados por apreciadores do festejado. Só no «sol» notavam-se alguns claros.

A tourada foi uma das melhores a que temos assistido.

Serviu de intelligente o Camarão, que se houve correctamente.

O Morgado de Covas lidou, garbosamente montado, em selim raso, o quarto touro, o pintado, provocando enthusiasmo, já pela elegancia com que cavalgava, já pelo apuro com que applicava ferros largos e curtos.

Terminada a lide, foi chamado á praça sendo delirantemente applaudido e festejado.

Ao trabalhar o oitavo touro, o Morgado continuou a arrancar upplausos e acclamações.

José Bento (de Araújo) foi tambem applaudido lidando o primeiro touro.

Citemos ainda o trabalho de Victor Marques Maera, Manoel e Alfredo dos Santos, Ribeiro Thomé, Antonio Vila, (NOTA: Antonio Villa) João de Oliveira e Cantaritos.

            O Club dos Fenianos compareceu á festa.

Frascuelo

In O SÉCULO, Rio de Janeiro – 11 de Fevereiro de 1908

28 DE DEZEMBRO DE 1914: RETRATO DA TEMPORADA TAUROMÁQUICA EM PORTUGAL

 


Biblioteca nacional de España

Desde Lisboa

Resumen de las corridas realizadas en Portugal, durante la temporada de 1914.

            Con la corrida verificada en 15 de Noviembre en la plaza de Campo Pequeño se cerró la temporada en Lisboa.

            Esta corrida ha sido á beneficio de los artistas inválidos, que si mal estaban peor quedaron, pues la concurrencia fué escasa; lo que no admirará, porque en Noviembre el tiempo ya no es propio para tales diversiones; tanto más, cuanto que la plaza estuvo cerrada bastantes domingos en Agosto y Septiembre; pero la empresa Lopes y Segurado, que tan magnánima quiso ser para los infelices artistas, bien pudiera hacerlo en mejor ocasión, y así el resultado sería mejor, y hubiera organizado una corrida formal y no una mamarrachada impropia de nuestro circo, estando todos unánimes en censurar á la empresa Lopes y Segurado.

            Estos señores anunciaron la primera corrida de la temporada en Campo Pequeño, para el día 22 de Marzo, á la antígua portuguesa; pero ese día llovió y la transfirieron para el día 29, con los mismos elementos, que eran bien flojos, pero hubo un lleno. La corrida resultó sin importancia.

            Para la segunda, el 12 de Abril, se anunció otra con un espada de nombradía, pero la empresa nos presentó á Jorge Gárate (Limeño) y los caballeros Morgado de Covas y Adolfo Machado, con toros del también empresario señor Antonio Luiz Lopes; salimos aburridos de la plaza, porque los toros fueron mansos y los artistas, incluyendo Limeño, nada hicieron digno de nota.

            La tercera, el 26 de Abril, estuvo bastante animada porque reaparecieron los notables rejoneadores Manuel y José Casimiro, artistas que cuentan con las simpatías del público, y con justificado motivo, pues son los únicos que halagan la asistencia con su brillante trabajo, principalmente José Casimiro.

            El espada fué el infeliz cordobés Fermín Muñoz (Corchaíto), fallecido ya. (NOTA: Fermín Muñoz González — Corchaíto , nasceu em El Viso no dia 11 de Outubro de 1883. Faleceu a 9 de Agosto de 1914 na praça de Cartagena. A sua biografia pode ser consultada aqui: https://ayto-elviso.com/fermin-munoz-gonzalez/)

Fermín Muñoz (Corchaíto)
FOTO: Ayuntamiento de El Viso, Espanha

La cuarta, el 3 de Mayo, nos presentó la ferra de sesenta novillos y novillas, espectáculo que transcurrió animado por las peripecias que siempre se dan, y por fin se lidiaron cinco toros.

            La quinta, el 17 de Mayo, con Faíco, que á pesar de estar bastante pesado demostró ser aún un gran banderillero, y manejó la muleta y el capote con arte y saber.

            En esta corrida tomó la alternativa re rejoneador el joven Rufino Pedro da Costa, dada por Manuel Casimiro.

            En 10 de Junio se efectuó la sexta corrida, en la cual tomaron parte los valientes espadas Pacomio Peribáñez y Alfonso Cela (Celita), nuevos en nuestra plaza, sobresaliendo Pacomio en banderillas, y estando Celita muy artístico y valente con la muleta.

            El sábado 13 de Junio se dió la primera corrida nocturna con Pacomio Peribáñez, que estuvo muy bien en toda la corrida, y se presentó un grupo de Fricanas de Aveiro (NOTA: Fricanas de Aveiro é a designação atribuída, hoje, a um doce regional tradicional de Aveiro. Em 1914 Fricanas de Aveiro era, segundo os motores de busca na internet, um grupo de mulheres emblemáticas que marcaram a vida social e cultural da cidade no início do século XX. — Presença nas Touradas: Como mencionou, a presença destas mulheres em praças de touros era um acontecimento esperado. Elas traziam uma componente de espetáculo e animação popular que transcendia a lide taurina, sendo figuras centrais nas festividades da cidade. — Identidade Visual: Distinguiam-se pelo uso de trajes garridos, grandes brincos de ouro (arrecadas) e o característico lenço de seda, o que lhes conferia uma presença imponente e reconhecível.”, que en el redondel cantaron varias canciones y bailes populares. La plaza tuvo un lleno. Esta corrida se celebró á la antígua portuguesa, y la empresa la presentó con gran aparato.

            La octava corrida fué en beneficio del banderillero Tomaz da Rocha, que presentó una buena corrida, en la cual se lidiaron toros del ganadero D. José Pinto Barreiros, de cruza española, que estaban magníficamente presentados y eran muy bonitos, pero de poca bravura. En esta corrida tomó parte el espada sevillano Rerre, que hizo poco, y Angelillo, también de Sevilla, que es un banderillero fino y elegante, pero poco se pudo lucir.

            La plaza estuvo un lleno, y los rejoneadores Casimiros cosecharon muchos aplausos, y el beneficiado, que es innegablemente el más fino y elegante banderillero portugués, y un primoroso artista que cuenta muchísimas simpatías no sólo entre los aficionados, sino también en todas las  clases sociales por su fino trato y maneras.

            La siguente corrida, 10 de Julio, décima de la temporada, fué á beneficio del banderillero Jorge Cadete, hoy clasificado como el primer banderillero portugués, el cual brindó á sus numerosos amigos, que llenaron por completo el ancho circo, con una buena corrida, en que se lidiaron toros del ganadero Joao Coimbra (nuevo en nuestro circo).

            La corrida resultó bastante animada por el brillo que le dieron los notables banderilleros amadores D. Carlos de Mascarenhas, D. Jaime Cadete y D. Antonio da (de) Mascarenhas, que parearon tres toros con notable valor y arte, siendo justos los aplausos enormes con que la numerosa asistencia premió su artístico trabajo.

            Manuel y José Casimiro fueron delirantemente aplaudidos, principalmente José en el toro que rejoneó alternando con el beneficiado. Fué una corrida bastante animada.

            El día 23 de Julio nos brindó la empresa con una corrida nocturna, con dos números diferentes. En la primera parte se lidiaron  diez toros por el novillero Kosé Sánchez Hipólito, los rejoneadores José Casimiro y Manuel Peres y siete banderilleros portugueses, y la segunda parte el combate de boxeo por los luchadores Eustachache (francés) y Harry Cooper (americano).

            La primera parte del espectáculo fué sencillamente detestable; el público se indignó y arrojó á la plaza almohadillas é increpó á la empresa duramente, y el segundo, impropio de gente civilizada. La empresa Lopes y Segurado quedó muy mal; desista de presentar este espectáculo.

            En la tarde del 2 de Agosto se realizó la doce corrida, en beneficio del banderillero Manuel dos Santos, en la cual se lidiaron seis toros á la portuguesa y cuatro en lidia á la española, actuando el espada Alfarero, Alfredo dos Santos, Daniel do Nascimento y el beneficiado, y los picadores Zurito chico y Andrès Navarro, presidiendo esta fiesta hermosísimas tiples de compañia de zarzuela, que actuaba en uno de los teatros de Lisboa.

            Esta parte de la corrida fué la más animada, sobresaliendo Alfarero, que trabajó muchísimo y bien, no sólo en quites á los picadores, sino banderilleando superiormente, ganándose grandes ovaciones. Alfredo y Daniel, muy bien en banderillas, y con Buenos deseos de agradar con la muleta.

            Esta corrida resultó animada, y el público contento.

            En la noche del 9 de Agosto se dió la trece corrida, en la cual tomaron parte los espadas Agustín García (Malla), Serafín Vigiola (Torquito) y Salvador Balfagón (Alfarero), lidiándose toros del empresario Sr. Antonio Luiz Lopes, que resultaron mansos. Malla estuvo bien en banderillas y regular con la muleta. Torquito agradó y procuró ganarse las palmas, distinguiéndose Alfarero, no sólo en banderillas, sino con el capote y muleta, confirmando ser un torero que aquí agradó siempre.

MANUEL J. GÓMEZ.

(Continuará).

In EL TOREO, Madrid – 21 de Dezembro de 1914


Praça do Campo Pequeno
FOTO: CML

Desde Lisboa

Resumen de las corridas realizadas en Portugal, durante la temporada de 1914.

(Conclusión).

            En la noche del 17 de Septiembre se dió otra corrida nocturna (la catorce de la temporada), para la presentación del fenómeno Juan Belmonte y Manuel Megías (Bienvenida).

            Había gran empeño en ver al fenómeno de Triana, y la plaza se llenó completamente, á pesar del gran aumento de las localidades.

            Lidiáronse ocho toros, siendo rejoneados dos por el notable artista José Casimiro, en los cuales estuvo sencillamente magistral.

            La fama de que venía precedido el fenómeno, y los reclamos que aquí se le hicieron, nos hizo creer en una cosa nunca vista; pues bien: no vimos hacer el ade Triana cosas maravillosas, como decían los periódicos de Madrid, nada de eso le vimos hacer; sí ejecutó unas medias verónicas bien señaladas, y unos pases de muleta magistrales, y siempre á dos dedos de los pitones, y en quites á los picadores fué aplaudido; es verdad que los toros que le han tocado salieron con poca bravura, pero de ahí á ser lo que decían, va una diferencia nuy grande; fué justamente aplaudido, no cabe duda, pero sólo en la plaza, y nada más, y no en la calle ni sacado en hombros, como su apoderado mandó decir para Madrid; la verdad ante todo, y como diré siempre la verdad á los lectores de EL TOREO, diré que en esta corrida las palmas de los verdaderos aficionados fueron para Bienvenida, que con la muleta toreó divinamente, y en quites derrochó elegancia y valor. Con las banderillas estuvo magnífico, y con el capote trabajó toda la corrida como un maestro.

            No cabe duda que Bienvenida es un diestro que aquí cuenta numerosos amigos, no sólo por ser un artista completo, sino por su fino trato, y como torero, como le salgan toros bravos hay que verlo. Fué muy aplaudido y con justicia.

            La cuadrilla de Bienvenida está formada por los picadores Marinero y Agujetillas, y los banderilleros Pelucho y Bienvenida II; de la de Belmonte, los picadores Arriero, Céntimo y Veneno, y los banderilleros Calderón, Pilín, Vito y Pinturas.

            El día 5 de Octubre, para celebrar la proclamación de la República, organizó la empresa otra corrida nocturna (la quinta de la temporada), en la que también tomó parte Bienvenida, que una vez más confirmó nuestro respecto á él. Reapareció el decano de los rejoneadores portugueses José Bento de Araujo, que á pesar de su edad, aún es el caballero alegre y valiente como no cabe más. Morgado de Covas también estuvo bien.


O grande cavaleiro lisboeta
Biblioteca nacional de Portugal

            El banderillero de Bienvenida Ignacio Donoso (Pelucho) es un buen peón de brega y un excelente banderillero.

            En esta corrida se lidiaron toros del Sr. Lopes, que continuó mandando toros mansos y difíciles de torear, resultando una corrida sosa y sin animación, debido á los toros.

            El día 8 de Octubre se verificó la dieciséis corrida, también nocturna, promovida por el periódico O Século en beneficio de los heridos de la guerra europea, en la cual tomaron parte los mejores artistas portugueses gratuitamente.

            El notable diestro Manuel Megías (Bienvenida),  (NOTA: Manuel Mejías Rapela – ou Megias –, aliás “Bienvenida III” ou “El Papa Negro” – Nasceu em Bienvenida, Badajoz, em 12 de Fevereiro de 1885 e faleceu em Madrid no dia 4 de Outubro de 1964. Mais dados disponíveis aqui: https://historia-hispanica.rah.es/biografias/30422-manuel-mejias-rapela, https://memorialhispanidad.org/sepultura/manuel-mejias-rapela-2/   e https://mcnbiografias.com/app-bio/do/mejias-rapela-manuel) tomó también parte gentilmente en esta corrida, esta gentileza, natural en dicho diestro, fué muy bien recibida, valiéndole muchos elogios de todos los aficionados.


"Bienvenida" ou "El Papa Negro"
Biblioteca nacional de España

            Esta corrida fué muy aparatosa por el lujo con que fué presentada, y resultó muy animada.

            El día 25 de Octubre se realizó la diecisiete de la temporada á beneficio del caballero Morgado de Covas, en la cual tomó parte el diestro Antonio Vila (Vilita) y el reputado rejoneador José Casimiro, que en esta corrida estuvo simplemente colosal, no seu puede torear mejor á caballo.

            Vilita, que por primera vez toreaba en nuestro circo, demostró conocer bien nuestro toreo; en esta corrida trabajó mucho y bien, banderilleando superiormente, y con la muleta desenvolvió un toreo artístico que la asistencia aplaudió sin reserva y con justicia; con el capote muy oportuno y trabajador.

            Esperamos verle con mejores toros, y entonces se ganará un gran cartel en nuestro circo, pues tiene condiciones que aquí agradan.

            En esta corrida, el joven banderillero Custodio Domingos, uno de los más jóvenes artistas portugueses, pero el que más disposiciones tiene para conquistar un buen lugar en la tauromaquia portuguesa, tuvo una tarde magnífica, ganándose unánimes palmas por el excelente estilo y buen cambio al toro cuarto de la corrida.

            Alfredo dos Santos, también en esta corrida estuvo muy bien.

            En resumen: en Campo Pequeño se dieron doce corridas diurnas y seis nocturnas, y cuarenta y dos corridas en varias plazas de las provincias.

            En Campo Pequeño se lidiaron ciento sesenta y cinco toros, resultando los mejores los del ganadero Sr. Emilio Infante, y los peores, los del labrador Sr. Antonio Luiz Lopes.

            — El día 28 de Diciembre se celebrará la subasta de la plaza de Campo Pequeño, para las temporadas de 1915, 1916 y 1917.

In EL TOREO, Madrid – 28 de Dezembro de 1914