25 DE SETEMBRO DE 1884 - LISBOA: UMA BOA TOURADA NA PRAÇA DO CAMPO DE SANT’ANNA...

 

Biblioteca nacional de Portugal

Tauromachia

            Correspondeu á espectativa a corrida de hontem em beneficio do infeliz cavalleiro Antonio Monteiro.

O cavaleiro Antonio Maria Monteiro
FOTO: Serões - Biblioteca nacional de Portugal (Tratada por IA)

            O gado saiu regular, distinguindo -se os dois toiros do sr. Emilio Infante, que couberam aos cavalleiros de profissão José Bento (de Araujo) e José Casimiro Monteiro.

            Os cavalleiros amadores trabalharam com coragem e pericia, distinguindo-se Alfredo Tinoco (da Silva), o promotor da festa.

            (José) Casimiro (Monteiro) e (José) Bento (de Araujo) muito bem, tornando-se o ultimo notavel em algumas sortes difficeis.

            Dos bandarilheiros sobresairam como sempre Robertos e Pexinho.

            Foi uma boa tourada.

            A casa estava cheia de espectadores, que não foram escassos em applausos.


In DIARIO ILLUSTRADO, Lisboa - 26 de Setembro de 1884 

7 DE FEVEREIRO DE 1897 - LISBOA: “A GRATIDÃO É O PRIMEIRO PASSO PARA A INTEGRIDADE...”



PUBLICAÇÕES A PEDIDO

Agradecimento

            Os distinctos artistas tauromachicos Alfredo Tinoco (da Silva) e José Bento (de Araujo) pedem-nos a publicação do seguinte:

O cavaleiro Alfredo Tinoco da Silva
FOTO: Biblioteca nacional de Portugal (Tratada por IA)

            Alfredo Tinoco da Silva e José Bento de Araujo, tendo regressado do Rio de Janeiro, onde trabalharam como artistas tauromachicos, vêm, embora um tanto tarde, manifestar o agradecimento de que se acham possuidos para com todos que na capital da Republica Brasileira lhes deram as mais assignaladas provas de amizade e de apreço.

O cavaleiro José Bento de Araujo no Rio de Janeiro
GRAVURA - Biblioteca nacional do Brasil (Tratada por IA)

            Não pódem deixar de referir em primeiro logar á imprensa fluminense, que tanto os distinguiu, exaltando-lhes os meritos artisticos e dando-lhes coragem e incitamento pela seriedade da sua critica.

            A imprensa do Rio de Janeiro deixou-nos penhorados pela fórma amavel com que sempre nos tratou, contribuindo assim para o luzimento e apparato dos varios torneios que alli demos.

            Não podemos tambem olvidar o bom e generoso publico d’essa capital, que nos distinguiu com os seus applausos e as suas saudações enthusiasticas, immerecidas, de certo para quem, como nós, não passa de dous modestos artistas.

            Agradecemos, por ultimo, a todas as collectividades que nos honraram com a sua sympathia, a todos os particulares que nos auxiliaram para o cabal desempenho da nossa missão, a todos finalmente que nos dispensaram favores de tal ordem que nem toda a gratidão que pudesse brotar dos nossos corações seria sufficiente para compensar.

            É possivel que dentro em breve voltemos ao Brasil. Se o fizermos, como esperamos, teremos então occasião de agradecer pessoalmente a muitos cavalheiros d’ahi a sua affectuosa amizade.

            Por agora limitamo-nos a este agradecimento, que é a justa expressão do que sentimos, o reflexo do que se nos passa na alma, o cumprimento de um dever sacratissimo que nós tinhamos forçosamente de fazer, seguindo os dictames da nossa consciencia.

            A todos, pois, um leal e franco aperto de mão.

            Lisboa, 7 de Fevereiro de 1897.

                        ALFREDO TINOCO DA SILVA.

                                   JOSÉ BENTO DE ARAUJO

(Do Atlantico).

In GAZETA DE NOTICIAS, Rio de Janeiro - 10 de Março de 1897

COMPLEMENTO DE INFORMAÇÃO

“Toureio a cavalo e as cortesias” 

        Portugal é o último reduto do toureio clássico a cavalo e muitos foram os cavaleiros portugueses que ao longo dos séculos, com extraordinário valor, enfrentaram toiros. Famílias, de dinastias toureiras, marcaram na nossa tauromaquia nomes que ficarão sempre ligados à tauromaquia portuguesa: Casimiros, Barahonas, Mascarenhas, Veigas, Núncios, Salgueiros, Telles, etc.

        Um dos primeiros cavaleiros a profissionalizar-se terá sido José Casimiro Monteiro – cerca do ano de 1875 – mas é no final do séc. XIX que o moderno toureio a cavalo começa a notabilizar-se com Alfredo Tinoco da Silva, Alfredo Marreca, José Bento d’Araújo, Victorino Froes, Fernando Oliveira, etc.

        A maior exigência desses tempos era que os cavaleiros se apresentassem aprumados nas selas, dominadores dos cavalos, mandando mais com as pernas do que com as rédeas. O perfeito conhecimento da equitação era condicionante para quem desejava tourear a cavalo e os aficionados apreciavam muito as cortesias para verificarem como os cavaleiros desempenhavam os “quartos”, ladeavam e recuavam.

        Em algumas corridas de 1948 e também em 1951 e 1952 na Praça de Santarém durante as cortesias os cavaleiros não realizaram os “quartos”, o que não agradou ao público e motivou enormes protestos na Praça e motivos dos críticos nas suas crónicas nos jornais.

        Porque em Portugal as cortesias devem ser à portuguesa!

Artigo de Manuel Peralta Godinho e Cunha do excelente blogue PARTEBILHAS - 15.11.17 : https://godinhoecunha.blogs.sapo.pt/toureio-a-cavalo-e-as-cortesias-28599

9 DE JUNHO DE 1878 - LISBOA: UMA TOURADA QUE NÃO AGRADOU, MAS O “CURIOSO” JOSÉ BENTO DE ARAUJO SALVOU A HONRA DO CONVENTO...


 

Biblioteca nacional de Portugal

Tourada

            Effectuou-se no domingo na praça do campo de Sant’Anna a 8.ª corrida de touros, e primeiro beneficio d’esta época.

            O publico, apesar das differentes diversões que lhe apresentava o dia, não deixou de concorrer á praça, tanto para obsequiar o beneficiado Ezequiel, como para ver o gado que os dois sympathicos lavradores Antonio Tinoco da Silva e D. Adtonio (Antonio!) Lobo de Mello e Castro (Gulveias) (Galveias!) apresentavam para ser corrido pela primeira vez.

            Á hora marcada apresentaram-se na praça os dois cavalleiros (Manoel) Mourisca e Antonio Monteiro, acompanhado dos bandarilheiros José Cadete, Vicente Roberto, Roberto da Fonseca, Caixinhas, Sancho e Loureiro.

            Depois das cortezias do estylo, deu-se começo á corrida, cabendo o 1.º e 8.º touros a (Manoel) Mourisca.

O cavaleiro Manoel Mourisca.
IMAGEM: Biblioteca nacional de Portugal (Tratada por IA)

            Chamava-se Guedelhas o 1.º touro, de sentido, salgado e bragado, bem armado, de muito pé e caregando (carregando!) sempre pela garupa do cavallo.

            (Manoel) Mourisca esperou o á saida da gaiola não podendo fazer a sorte porque o touro saiu muito rapido e recarregou sempre sobre o cavallo a ponto do cavalleiro não o poder defender porque o touro tinha mais pé e o cavallo menos saida; foi colhido. Em seguida (Manoel) Mourisca castigou o animal com tres farpas á meia volta e uma a sesgo, todas bem collocadas. Foi muito applaudido.

            O 8.º touro, Carvoeiro, negro, burricego, corpulento e cobarde. (Manoel) Mourisca não poude metter-lhe uma só farpa por mais que o procurasse por todos os lados. Retirou da arena ficando o touro para Roberto da Fonseca, Vicente Roberto e Caixinhas, que lhe metteram, o primeiro um par de bandarilhas, o segundo dois, e o terceiro outros dois pares, todos a quarteio.

            (Antonio Maria) Monteiro foi mais feliz nos 5.º e 11.º touros que lhe couberam.

O cavaleiro Antonio Maria Monteiro
FOTO: Biblioteca nacional de Portugal (Tratada por IA)

            No 5.º, Desertor, lombardo, gravito, de sentido, fez-lhe bem a sorte de gaiola, enfeitando-o com quatro farpas bem collocadas á meia volta.

            No 11.º, Trovador, negro, bragado, bem armado, corpolento e de sentido bravocando. (Antonio Maria) Monteiro enfeitou-o com sete farpas á meia volta, sendo na ultima sorte o cavallo colhido, e terminou por metter mais uma farpa em sorte de garupa revolta, bem posta, recarregando o touro para o cavallo que elles defendeu. Foi muito applaudido.

            O 12.º touro, Pescadinha, negro, bem armado, bravocando, de pouco corpo e bravo. Foi bem bandarilhado por Loureiro que lhe fez um bom cambio á saida da gaiola, mettendo lhe mais dois pares e meio de bandarilhas a quarteio e quatro pares seguidos a cambio bem mas sem graça. Foi applaudido.

            O 9.º touro, Pimpão, negro, bem armado, listado, de sentido, corpo lento, carregando sempre para o cavalleiro, foi farpeado pelo curioso José Bento de Araujo, que se apresentou na praça de jaqueta e chapéu desabado, montado em sela n’um cavallo russo, o qual foi colhido logo que o Pimpão saiu da gaiola. Depois o cavalleiro, com sangue frio e a todo os galope porque o animal arrancava com força e tinha muito pé, enfeuitou-o com sete farpas á meia volta, offerecendo a ultima sorte ao sr. visconde da Graça. Escusado é dizer que teve uma ovação e que salvou o resto da tourada que se ia tornando ruidosa. (José Bento de) Araujo foi chamado á arena: depois foi buscar o beneficiado, Victorino Marques, os dois cavalleiros e os bandarilheiros.

            Por essa occasião o beneficaido recebeu um pampilho com a competente caixa de madeira polida, muitos charutos, caixas de pastilhas, alguns presentes de ouro e muitos ramos.

            Os demais bandarilheiros fizeram o que poderam aos touros que lhes couberam.

            Em resumo a tourada não agradou.

            Os touros de cavallo eram todos corridos e carregavam bem para os cavalleiros á excepção do 8.º touro que coube a (Manoel) Mourisca. O que foi farpeado por (José Bento de) Araujo tem 13 annos. Dos 7 garraios que pertenciam aos lavradores Tinoco e D. Antonio Galvéas, 5 sairam bravos e 2 cobardes.

            Sancho, durante a corrida, fez diversas partidas commettendo n’uma d’ellas uma inconveniencia, suppomos que irreflectidamente, vendo que um dos touros era cobarde e não se lembrando de que estavam presentes os lavradores, deitou o par de bandarilhas para a arena e puxando das algibeiras da jaleca por dois lenços fez com elles a sorte ao animal. A nosso ver, o artista não teve outra idéa senão a de armar ao publico e não a de desfeitear, como muitos dos espectadores se persuadiram.

            A direcção da praça foi boa.

            Foram pegados de cara os touros 2.º, 6.º e 10.º e de costas o 12.º

            Saltaram á trincheira o 8.º touro uma vez, o 10.º duas vezes, e 13.º uma vez.

            Os bandarilheiros continuam a apresentar se na praça com o vestuario incopleto (incompleto!) e os homens de forcado apresentaram-se ante-hontem mal vestidos com jaquetas e calções pouco decentes para apparecerem na primeira praça de touros do paiz.

            O sr. Victorino Marques, se continuar a deixar abusar os artistas ha de ganhar muito com isso.

            Ouvimos dizer que o beneficiado dera ao curioso (José Bento de) Araujo que picou o 9.º touro 40$500 réis pelo bem que se portou, e por lhe ter salvado a situação. (NOTA: 40$500 réis era uma quantia muito respeitável em 1878. Correspondia a cerca de dois a três meses de salário de um trabalhador operário ou alfaiate em Lisboa, e era suficiente para comprar vestuário de luxo, mobília fina ou pagar vários meses de renda de uma casa modesta. - FONTE: IA)



In DIARIO ILLUSTRADO, Lisboa - 13 de Junho de 1878

14 DE OUTUBRO DE 1906 - RIO DE JANEIRO: JOSÉ BENTO DE ARAUJO DÁ A ALTERNATIVA AO JOVEM CAVALEIRO ANTONIO NOBRE INFANTE


Alternativa do cavaleiro Antonio Infante Nobre
FOTO: Hemeroteca da CML (Tratada por IA)

TAUROMACHIA

            Mais uma tourada annuncia para amanhã, no redondel de Campo de Marte, a empreza do cavalleiro José Bento d’Araujo, que dará a Nobre Infante a alternativa, segundo as regras da arte.  (NOTA: O nome exacto do jovem cavaleiro é Antonio Nobre Infante. Na tarde de 14 de Outubro de 1906, José Bento de Araujo concedeu-lhe oficialmente a alternativa de cavaleiro na praça carioca do Campo de Marte.)

            Toma parte no programma o Canario.

            Oxalá possa a empreza rehabilitar-se das más funcções havidas e que não se reproduzam as scenas de gestos exquisitos e violentos feitos pelos forcados contrariados nas pégas.

            E, como ha sol, talvez este espante amanhã a frieza e o azar que têm reinado na praça.

            São os nossos votos.


Biblioteca nacional do Brasil (Tratada por IA)

In O SECULO, Rio de Janeiro - 13 de Outubro de 1906

NOTA

O cavaleiro Antonio Nobre Infante faleceu na Ilha da Madeira em 1913. 

Fonte: Illustração Portugueza, N.º 384 - de 30 de Junho de 1913

MAIS INFORMAÇÃO AQUI:

https://hemerotecadigital.cm-lisboa.pt/OBRAS/IlustracaoPort/1913/N384/N384_item1/P27.html



2 DE JUNHO DE 1889 - SINTRA: FESTA ARTÍSTICA DE RAPHAEL PEIXINHO COM BONS ARTISTAS...

 

Arquico Nacional da Torre do Tombo, Lisboa

            Praça de Touros em Cintra. — Hoje grande corrida de touros, em beneficio de Raphael Peixinho, toureiro modesto, mas que procura sempre agradar.

            O curro é de um dos melhores lavradores, o sr. Emilio Infante da Camara.

            São cavalleiros, Casimiro Monteiro e José Bento (de Araujo), e trabalham os bandarilheiros José Peixinho, Calabaça, Costa, Silvestre Calabaça, José Felix, Minuto e o beneficiado.

            Haverá comboios extraordinarios até á meia noite.

In O SÉCULO, Lisboa - 2 de Junho de 1889

19 DE JUNHO DE 1878 - LISBOA: AS PRIMEIRAS AVENTURAS DO CAVALEIRO JOSÉ BENTO DE ARAUJO PELAS PRAÇAS DE TOUROS DE ESPANHA...

 

Biblioteca nacional de Portugal

            Consta-nos que o filho do antigo emprezario Alegria vae a Hespanha dar algumas corridas á portugueza, e levando para esse fim um grupo de homens de forcados e um cavalleiro, que dizem ser (José) Bento de Araujo. 

NOTA

        O empresário João Rodrigues Alegria foi um promotor de espectáculos taurinos. 

        Em 1878, o seu filho, Manuel Rodrigues Alegria, (frequentemente identificado na imprensa da época como Manuel Alegria ou "Filho do Alegria") seguia as pisadas do pai, João Alegria. 

        Após a forte actividade da família na gestão de espectáculos em Portugal, Manuel Alegria e os seus colaboradores abalaram para Espanha, onde o toureio apeado (morte do touro) oferecia um mercado mais rentável e dinâmico para a organização de curros, contratação de quadrilhas e realização de corridas ibéricas.


In DIARIO ILLUSTRADO, Lisboa - 19 de Junho de 1878

30 DE SETEMBRO DE 1906 - RIO DE JANEIRO: SEGUNDA CORRIDA NA PRAÇA DO CAMPO DE MARTE COM A “CUADRILLA” DO CAVALEIRO JOSÉ BENTO DE ARAUJO

 

Biblioteca nacional do Brasil

TAUROMACHIA

            No circo levantado no Campo de Marte, realiza-se amanhã a segunda corrida tauromachica da cuadrilla dirigida pelo cavalleiro José Bento (de Araujo).

            Desapparecidos os senões de que se resentiu a primeira funcção, é de esperar que a de manhã corra a contento do publico e do director da troupe.

            Estreará  o cavalleiro Nobre Infante. (NOTA: O nome exacto do jovem cavaleiro é Antonio Nobre Infante. Na tarde de 14 de Outubro de 1906, José Bento de Araujo concedeu-lhe oficialmente a alternativa de cavaleiro na praça do Campo de Marte, que pertencia, então, à “Empreza Tauromachica Brazileira” sita na Praça de Touros, Visc. de Itauna, Campo de Marte, Rio de Janeiro.)

In O SECULO, Rio de Janeiro - 29 de Setembro de 1906

24 E 25 DE JULHO DE 1879 - ESTREMOZ: DUAS CORRIDAS ESPLÊNDIDAS APESAR DOS TOUROS...

 
Biblioteca nacional de España

            Foram explendidas as touradas que se effectuaram nos dias 24 e 25 na villa de Estremoz.

            O gado era do lavrador  de Villa Franca o sr. Alfredo Tinoco da Silva, era bravissimo  e raras vezes acontece, a lavradores de fama darem dois curros de touros corpulentos e finos como o lavrador apresentou nas duas tardes.

            O cavalleiro foi o sr. (José) Bento de Araujo que na primeira tarde não esteve muito feliz devido a braveza dos touros que lhe couberam.

            Na segunda  tarde picou com felicidade e muita arte o sr. Alfredo Tinoco (da Silva).

            Os bandarilheiros trabalharam regularmente.

            As pegas foram feitas valentemente.

            A direcção da praça foi confiada a um amador da tauromachia que derigiu (dirigiu!) as corridas admiravelmente sem que houvesse um unico dito desagradavel durante o espectaculo.


In DIARIO ILLUSTRADO, Lisboa - 29 de Julho de 1879

9 DE SETEMBRO DE 1896 - RIO DE JANEIRO: FESTA DOS CAVALEIROS ALFREDO TINOCO E JOSÉ BENTO DE ARAUJO NO TEATRO DA PRAÇA DA CONSTITUIÇÃO (ACTUAL PRAÇA TIRADENTES)


Bblioteca nacional do Brasil (Tratada por IA)

THEATRO S. PEDRO DE ALCANTARA

Empreza — Fernandes, Pinto & C.

Grande Companhia Equestre, dirigida pelo celebre clown FRANCK BROWN 

HOJE Quarta-feira 9 de setembro de 1896 HOJE

GRANDE FUNCÇÃO EXTRAORDINARIA

na qual tomarão parte os Srs. artistas nacionaes, offerecidos gentilmente por seus emprezarios Pery e Coelho, para dar mais brilho a esta imponente festa artistica dedicada aos distinctos cavalleiros

ALFREDO TINOCO DA SILVA E JOSÉ BENTO DE ARAUJO

Immenso successo! HOJE Immenso successo!

UMA GRANDE CORRIDA DE TOUROS

Espectaculo variadissimo e com assombrosos trabalhos

In GAZETA DE NOTICIAS, Rio de Janeiro - 9 de Setembro de 1896

15 DE MAIO DE 1884 - LISBOA: CAVALEIROS, BANDARILHEIROS E CAPINHAS SOLIDÁRIOS...

 
Biblioteca nacional de Portugal

            Na proxima quinta feira 15 do corrente verifica se na praça do Campo de Sant’Anna a magnifica corrida a favor da Associação das Creches, promovida pelo sympathico e distincto cavalleiro Manuel Mourisca Junior, e seus companheiros da lide tauromachica, os quaes estão animadissimos e contam que a festa de caridade que vão fazer em beneficio de tão sympathica instituição corresponderá ao seu empenho piedoso e ao mesmo tempo ao desejo que todos teem de serem agradaveis á illustre protectora das creancinhas dos operarios pobres.

O cavaleiro Manoel Mourisca
FOTO: Biblioteca nacional de Portugal (Imagem tratada por IA)

            Louvamos os briosos artistas, que mais uma vez provam que ao seu animo valoroso reunem um coração bem formado, e uma alma generosa.

            Os touros são das excellentes manadas do lavrador o sr. Antonio Roquette, comprados para esta deslumbrante corrida pelo sr. Jacintho Freire, e apartados por Manuel Mourisca Junior, José Casimiro Monteiro, Antonio Maria Monteiro, José Bento de Araujo, e os bandarilheiros Robertos, Peixinhos, Calabaça, Sancho, Caixinha, José da Costa e Augusto Monteiro, acompanhados estes pelo decano dos capinhas portuguezes, José de Sousa Cadete.

            Sua magestade a Rainha, e todos os mais membros da commissão assistem a este maravilhoso espectaculo de caridade.

            Os preços para esta festa de caridade são os seguintes: camarotes grandes 10$000 réis, e pequenos 7$00 réis sem excepção de ordem, cadeiras 1$000 réis, sombra 600 réis, sol 300 réis.

            O resto dos camarotes encontram-se á venda no escriptorio da administração do jornal o Commercio de Portugal rua de S. Francisco n.º 41, assim como os bilhetes de cadeira, sombra e sol na tabacaria Gusmão, Rocio n.º 27 e na tabacaria Phenix rua do Principe, n.º 103 105.

            Todos os membros da commissão resolveram ir para a 2.ª ordem. 

In DIARIO ILLUSTRADO, Lisboa  - 13 de Maio de 1884

15 DE AGOSTO DE 1879 - LISBOA:TOURADA COM CONCURSO DE CRIADORES DE GADO...

 
Biblioteca nacional de Portugal

Tourada  em 15 d’agosto

            Realisa se n’este dia na praça do Campo de Sant’Anna uma corrida em condições que são completa novidade em Portugal. É uma tourada em competencia, um certamen de creadores como se pratica todos os annos na praça de Madrid.

            Offereceram touros para este certamen os seguintes lavradores: F. Bonacho 2; João Ignacio da Costa 2; João Augusto Chamusco e Irmãos 2; D. Francisco de Noronha 1; Ferreira Roquete 3; José da Motta Gaspar 2; José Rodrigues Duarte Monteiro 2; João Roberto da Fonseca 2; José Pereira Palha 2; Francisco do Carmo 1, sendo d’este lavrador o jogo de cabrestos que serve n’esta tarde.

            É uma exposição das nossas principaes raças de gado bravo, e consta-nos, que os creadores concorrentes estão caprichando em que a tourada corresponda quanto possivel ao que os amadores tem direito a esperar d’uma corrida certamen.

            Haverá um jury, constituido por alguns dos nossos mais distinctos amadores, para conferir um premio ao lavrador que apresentar o touro mais puro para cavallo e identicamente ao que offerecer o touro de melhores condições para o toureio de pé.

            Vicente Roberto e José Bento d’Araujo offereceram-se generosamente para tourear n’esta corrida.

            Haverá quatro cavalleiros, sendo um dos touros lidado por (Manoel) Mourisca simulando o antigo toureio a rojão. Preparam-se outras novidades. Deve ser uma das corridas mais brilhantes e variadas de toda a epoca.

            Consta-nos que ha ja muitos pedidos para camarotes.

In DIARIO ILLUSTRADO, Lisboa - 26 de Julho de 1879

31 DE DEZEMBRO DE 1905 - RIO DE JANEIRO: ESTREIA DA NOVA “CUADRILLA” DE TOUREIROS IBÉRICOS NA PRAÇA DO CAMPO DE MARTE

 

María Salomé Rodríguez Tripiana, «La Reverte» ou Agustín Rodríguez Tripiana, a partir de 1908.
FOTO: La Fiesta Nacional, Madrid - Biblioteca nacional de España. (Tratada por IA)

                TauromachiaNo proximo domingo, 31 do corrente, deve estrear na praça de touros de Campo de Marte a cuadrilha sob a direcção do cavalleiro José Bento de Araujo.

                Nessa mesma tarde fará a sua apresentação ao nosso publico, o cavalleiro Morgado de Cóvas, que é um artista com bella nomeada em Portugal. (NOTA: Morgado de Covas chamava-se Francisco de Lima da Costa Barreira. Era natural de Vila Nova de Cerveira. Nasceu no dia 8 de Maio de 1873 e faleceu a 14 de Março de 1920 (Santarém). Tomou a alternativa na tarde de 17 de Julho de 1904, em Lisboa.  O seu “padrinho” foi Fernando Ricardo Pereira. O cavaleiro Morgado de Covas abandonou a lide no dia 9 de Outubro de 1919 - Praça do Campo Pequeno, Lisboa).

O cavaleiro Morgado de Covas, aliás Francisco de Lima da Costa Barreira.
FOTO: Illustração Portugueza - Hemeroteca Municipal de Lisboa. (Tratada por IA)

                Para se incorporar á mesma cuadrilha, deve chegar brevemente a esta Capital, vinda de Portugal, a famosa espada Maria Salomé — «La Reverte».

Biblioteca nacional do Brasil

In JORNAL DO COMMERCIO, Rio de Janeiro - 24 de Dezembro de 1905

13 DE JUNHO DE 1889 - VILA NOVA DA BARQUINHA: 12 TOUROS DE CARNE E OSSO, 2 MILITARES E 1 DUQUESA A FINGIR...

 

Arquivo Nacional da Torre do Tombo

Tourada na Barquinha

Quinta-feira 13 de junho de 1889

            Grande corrida de 12 touros do excm.º sr. Carlos Marques. Lidadores. Cavalleiro, José Bento d’Araujo, e bandarilheiros — Robertos, Laureano e outros. Grande attractivo. A Gran Duquesa de Gerolstein (NOTA: A Grã-Duquesa de Gerolstein nunca existiu e o ducado é imaginário. Foi inventado pelos libretistas Henri Meilhac e Ludovic Halévy para a opereta de Jacques Offenbach. Em Lisboa, quem deu vida à célebre personagem no Theatro da Rua dos Condes foi a actriz e cantora hispano-luso-brasileira Pepa Ruiz Badajoz, 1859 - Rio de Janeiro, 1923), general Boum & Fritz (NOTA: O General Boum e o soldado Fritz são os dois coprotagonistas masculinos da opereta A Grã-Duquesa de Gerolstein.), farpearão um touro.

Ver cartazes e programmas.

In O SÉCULO, Lisboa - 2 de Junho de 1889