20 DE FEVEREIRO DE 1888 - LISBOA : CARLOS TESTA, ALMIRANTE E DEPUTADO, DEFENDE NO PARLAMENTO DA PIOLHEIRA O FIM DAS TOURADAS, MAS O CAVALEIRO JOSÉ BENTO DE ARAÚJO...

 


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CHRONICA

VIVAM AS TOURADAS!...

            Os jornaes de Lisboa noticiaram ultimamente, que o deputado sr. Carlos Testa, official da marinha portugueza, apresentará á Camara uma proposta pedindo a suppressão das touradas.

            Até aqui, nada de mais natural. O sr. Testa detesta as touradas ; tem voz dentro do parlamento ; e pede que as supprimam.

            A questão consiste em saber se o Parlamento vota a proposta (o que eu não creio) — e se o povo está disposto a submetter-se ao sentimentalismo piegas das Camaras... o que eu tambem não creio !

            As auctoridades competentes já supprimiram em Lisboa o repicar dos sinos e as procissões — o que é um idiotismo indiscutivel, attendendo a que em nome d'um falso espirito civilisador se supprimem os lados pittorescos d'uma capital, os aspectos caracteristicos e inoffensivos, emquanto que por outro lado só reina a banalidade, o crime e a vadiagem impudente. Antes de supprimir os sinos, por que não tratou o sr. Arrobas de supprimir os faias?

            Á suppressão dos sinos e das procissões, como a do Corpus Christi — o povo da capital não pôz opposição.

            Mas agora que pensam em supprimir os seus divertimentos favoritos — as touradas, e depois as festas populares das vesperas de Santo Antonio, São João e São Pedro — então o povo ha de vir para o meio da rua, e estou certo que não ha de ser nem a municipal, nem a policia, que lhe hão de metter mêdo...

            Que um Governador civil imprudente tente tocar-lhe nos seus divertimentos — e n'esse dia andará o Diabo á solta pelas ruas da cidade.

            Não respondo pelos vidros do palacio do senhor Governador !

            A proposta do illustre deputado o sr. Testa, o mesmo que contesta que possa ser um prazer d'homens civilisados ver metter um par de ferros no cachaço d'um touro — teria passado desappercebida, como frouxo grito d'um sentimentalismo d'importação, se um cavalleiro tauromachico portuguez não viesse provar dias deois ao sr. Testa, que n'uma praça de touros tambem ha mais espirito e humorismo do que n'um parlamento, e mesmo do que em muitos folhetins de folhetinistas na moda.

            O cavalleiro tauromachico José Bento d'Araujo vendo que um official de marinha e deputado, em vez de estudar questões maritimas ou coloniaes do seu paiz, passa no seu gabinete a estudar as questões tauromachicas — o que pensam os leitores que decidio o cavalleiro?...

            Estudar por seu turno as questões que dizem respeito ao ministerio da marinha ! E tratou de promover um meeting composto de todos os amadores de touradas, em plena praça do Campo de Sant'Anna, para pedir ao Parlamento que acabe com o uso da chibata a bôrdo dos nossos navios de guerra !

            A lição não podia ser mais fina, nem mais eloquente...

            Francamente, que não faço a menor ideia do espanto e da surpreza que deviam ter assaltado o sr. Testa, no momento em que leu semelhante noticia...

            E a sua proposta de lei para a supressão das touradas — mesmo que fosse merecedora dos applausos de toda a camara e de todo o paiz — não precisa ser discutida nem posta á votação, para ter de cahir redondamente pelo ridiculo.

            A lição é tanto mais dura, quanto ella é espirituosa e inoffensiva. Lembra-me até a famosa lição das Précieuses ridicules de Molière, quando as duas mulheres tomam o marquez de Mascarille e o amigo por dois personagens da côrte... quando não passam dos criados dos homens que ellas não quizeram por maridos, julgando-os homens excessivamente vulgares, sem distinção e sem espirito.

            Pois o sr. Testa, official de marinha, lembra-se de propôr ao parlamento a suppressão das touradas — quando na marinha portugueza não são touros que são corridos, mas são marinheiros, mas são homens como nós, como eu e tu leitor, que são corridos á chibata?!...

            Que um outro deputado — talvez por ter levado em môço uma bôa bolada d'um touro, no sitio em que os touros ironicamente costumam ferir os medrosos — se lembrasse de supprimir as touradas, d'accordo. Mas que um official da marinha portugueza se lembre de pedir a suppressão das touradas, por que deixam o animal a escorrer sangue, emquanto na nossa ramda, á força de chibata, ficam a escorrer sangue os lombos dos nossos irmãos, isto em nome da Disciplina, com o consentimento da lei, e á sombra do Pendão das quinas — é o que passa todos os limites do inverosimil!...

            Este facto e este contraste tão prodigiosamente comico, que mais parecem extrahidos d'alguma comedia extravagante de Labiche — provam mais uma vez que o Figaro tem carradas de razão, quando diz ácerca das coisas de Hespanha... que prefere rir de tudo, com mêdo de ter de chorar...

            Pois n'esta scena de comedia, os meus leitores não vêem os disparates e a anarchia que reinam em todas as classes da nossa sociedade?...

            Um deputado, official de marinha — que eu aliás respeito tanto mais, quanto não tenho a honra de o conhecer — em vez de se preoccupar com as altas questões que diariamente o cercam ; e de auxiliar com a sua intelligencia e com os seus conhecimentos, a resolução do problema maritimo e colonial, hoje que toda a Europa, áparte a questão do Oriente, só tem os olhos fixados sobre as questões africanas — um deputado, official de marinha, limita-se no parlamento, como se fosse uma questão que preoccupasse a Europa e de que estivesse dependente a nossa independencia... a pedir ao governo a suppressão das touradas !

            E é um cavalleiro tauromachico que chama espirituosamente á ordem esse senhor deputado e inutilisa a proposta do sr. deputado-official de marinha — promovendo um meeting na praça de toiros de Lisboa, para pedir ao governo que supprima o supplicio da chibata a bôrdo dos nossos navios de guerra !

            Donde se póde concluir, sem maldade, o seguinte :

            Que seria conveniente submetter a um conselho de medicos os dois antagonistas. Talvez os homens de sciencia, graças aos maravilhosos recursos de que hoje dispõem, encontrassem no sr. Testa uma vocação errada, e um optimo temperamento para presidente da Associação protectora dos animaes — e no sr. José Bento d'Araujo uma vocação decidida para contra-almirante !...

            Parece-me escusado insistir nas vantagens d'uma tal descoberta. Os touros podiam dormir tranquilos — e se é facto que a chibata existe, o nosso paiz podia contar uma vergonha de menos !...

            Mas que mania é esta, em nome d'um falso sentimentalismo, d'uma falsa civilisação e d'um falso progresso — de quererem dar cabo das touradas, quando a tourada é o unico divertimento, é o unico espectaculo, verdadeiramente portuguez, que nós hoje possuimos ?...

            Em nome de que principio é que se vae tirar a um povo uma das suas raras distracções ?

            Supprimir as touradas porque não é um espectaculo edificante — equivale a dizer que em seguida se vão supprimir as romarias, que é um espectaculo ainda menos edificante que o primeiro.

            Eu pergunto aos nobres deputados que estejam atacados da raiva da civilisação, qual é mais ridiculo e mais immoral — ver um touro sangrando porque lhe metteram um par de ferros no cachaço... ou ver a Virgem sahir d'um templo, ser collocada dentro d'uma berlinda ridicula, e ser levada por um cirio mascarado, através das povoações, ser levada para um bando de borrachos até ao templo da Senhora da Nazareth ?...

            Se a moralidade do meu paiz dependesse das touradas, eu supprimia primeiro os cirios — porque isso toca á nossa fé, toca á nossa religião !

            Mas ao contrario dos moralistas de fancaria — eu, que me considero homem moderno e homem livre, que amo e combato pela dignidade da minha terra, que só peço ao Deus de todas as religiões que no meu paiz haja uma mais justa ideia da verdadeira Moral — da moral publica e da moral privada — eu não hesito em defender as touradas como um espectaculo essencialmente nacional, com o qual nada tem que soffrer a moralidade publica, — assim como defendo os cirios, porque não olho para os ridiculos que só saltam á vista d'um atheu de contrabando, e porque nos cirios só vejo o seu lado pittoresco e a poesia ingenua e pagã que d'elles se evola, e que os torna encantadores !...

            Querem supprimir as touradas ?... Mas por que divertimento pensam os srs. moralistas substituir esse divertimento predilecto do nosso povo ?...

            Os srs. moralistas gostam mais das corridas de cavallos, das regatas e do tiro aos pombos. D'accordo. São espectaculos mais mundanos — mais catitas, como diz o lisboêta na sua linguagem abandalhada.

            Mas porque os srs. Moralistas gostam do divertimento catita, não contestem ao povo o direito de gostar do divertimento popular.

                        Apesar de me não inspirar o menor intresse nem uma corrida de cavallos, nem um concurso de tiro aos pombos, nem por isso deixo de convir que são coisas elegantes — e distracções tão crueis e tão immoraes como uma corrida de touros !

            Mas prefiro uma tourada — e querem os srs. Moralistas saber porquê ?...

            Porque de todos os grandes espectaculos a que tenho assistido em Lisboa, nenhum me ficou tão gravado na memoria, nenhum me apparece ainda hoje ao meu espirito mais deslumbrante, mais pittoresco e mais enthusiastico — do que a ultima corrida organisada em Lisboa, ha uns bons quinze annos, por esse nobre e distincto representante da antiga fidalguia portugueza, que se chamou Marquez de Castello Melhor.

            Porque ainda tenho presente aos meus olhos o deslumbramento da praça do Campo de Sant'Anna, toda adornada se setins e damascos ; a elegante figura do Marquez, vestido á Marialva, como se fosse uma soberba e magestosa ressurreição d'um portuguez e d'um cavalleiro do seculo XVIII ; todo o grupo de rapazes distinctos que o rodeava, de bellos rapazes d'uma geração de que parece ter-se perdido a semente, e que foi substituida mais tarde pelo janotinha do Chiado, de collarinhos postiços e monoculo ; e o publico applaudindo em delirio, cobrindo de flôres e charutos a praça.

            E em todo aquelle maravilhoso espectaculo, sem maldade e sem immoralidade, parecia ainda viver uns restos d'esse bello Portugal do seculo passado, quando um cataclysmo medonho arrazava Lisboa, e ainda havia em terras de Portugal portuguezes que sabiam em pouco tempo, sobre as ruinas d'uma cidade, edificar outra cidade !...

            Supprimir touradas ?!... Mas não é d'isso que está dependente o nosso decoro, nem tão pouco a nossa fortuna...

            Em vez de supprimir touradas — tenham a bondade de supprimir secretarias ! E que o parlamento auctorise o Governo, ou o Governo auctorise a Camara — a construir uma bella praça de touros ás portas de Lisboa. (NOTA : Foram edificadas poucos anos depois duas praças : a do Campo Pequeno e a de Algés, nos arredores da capital).

            É preciso que o povo se divirta — pobre povo que não faz senão pagar !...

MARIANO PINA

In A ILLUSTRAÇÃO, Paris - 20 de Fevereiro de 1888

16 DE MAIO DE 1897 - LISBOA : 5.ª CORRIDA DA PRESENTE TEMPORADA COM O MATADOR SEVILHANO JOAQUÍN HERNÁNDEZ Y CASTRO (PARRAO) E O CAVALEIRO LISBOETA JOSÉ BENTO DE ARAÚJO


 


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In IMPARCIAL, Lisboa - 16 de Maio de 1897

20 DE ABRIL DE 1902 - LISBOA : FILIPPE THOMAZ DA ROCHA E (ACESSORIAMENTE) O CAVALEIRO JOSÉ BENTO DE ARAÚJO

 

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Apresentamos na nossa gravura o mais moderno bandarilheiro de alternativa, que pisa as arenas portuguezas e um dos laureados e com direito a logar de primeira linha, na pleiade dos artistas de valor, infelizmente bem diminuta, que possuimos.

É uma das esperanças da salvação do prestigio e brilhantismo do mais popular e empolgante torneio nacional, tão suffocado pelas emprezas pouco escrupulosas e pelos creadores de gado bravo, menos meticulosos com os meios que empregam para conseguir o fim que desejam.

Nasceu Filippe Thomaz da Rocha em Lisboa, em 26 de outubro de 1876, contanto, portanto, 26 annos incompletos 

Em 1893 teve logar a sua apresentação em publico, na extincta praça da Cruz Quebrada, em uma corrida organisada pelo aficionado João Carlos Martins, merecendo as honras da tarde, pelo seu trabalho, excellentes disposições e serenidade, que manifestou para o toureio.

Até ali tinha Filippe experimentado a sua vocação brincando com o gado bravo, que era abatido no matadouro municipal de Lisboa, onde estava empregado na casa da matança, divertimento que lhe valeu, por vezes, reprimenda dos superiores. Depois da estreia auspiciosa de amador, desejando proseguir, tomou parte ainda em tres corridas, até que na quarta, effectuada em Aldegallega, soffreu violenta colhida e abandonou por algum tempo a carreira encetada.

Conhecendo o distincto aficionado da velha guarda, sr. Joaquim Pedro Monteiro, as faculdades de que dispunha Thomaz da Rocha, proporcionou-lhe, pela sua influencia, a admissão em umas novilhadas que se realisaram na praça do Campo Pequeno e de novo, entra com o pé direito na perigosa arte, toureando ali e nas provincias com excellentes resultados praticos , mas baixa compensação pecuniaria, que quasi sempre se regateia, como que para animar o retrocesso.

Contracta-se depois com a empreza de Alfredo Tinoco e José Bento (de Araújo) e segue para o Rio de Janeiro, toureando nas temporadas que tiveram logar durante um anno na praça de Campos, e seis mezes na do Pará, onde se conservou até á morte do mais fulgurante vulto do toureio equestre o desditoso cavalleiro Alfredo Tinoco.

Seguidamente regressou a Lisboa em 1899 e sendo patrocinada pelo arrojado cavalleiro  José Bento d'Araujo a sua entrada nas corridas organisadas pela empreza Batalha, na praça d'Algés, toureou em diversas tardes, tomando a alternativa n'esse mesmo anno, na segunda corrida da temporada da empreza de Antonio Infante, no Campo Pequeno.

Estão bem na memoria de todos os aficionados, os progressos e estudo de Thomaz da Rocha, nas épocas de 1900 e 1901 e para assegurar o seu valor na difficil arte de que é ornamento, basta ter da sua carreira artistica a recordação do assombroso cambio que executou na corrida do eximio cavalleiro Fernando d'Oliveira, no anno findo, o trabalho magistral que teve na tarde da sua primeira festa artistica, no mesmo anno, e as duas corridas com que encerrou a época finda no Campo Pequeno, promovias por J. Passos e o antigo cavalleiro Calhamar.

Thomaz da Rocha não é, por emquanto, um toureiro completo por falta de margem e tempo para isso, contrariando-o a pouca robustez para peão de resistencia, mas é, bandarilhando, um dos artistas mais correctos e elegantes e que com melhor planta de toureiro nos é dado observar. 

Procura com intelligencia as rezes, busca variar as sortes, fugindo á monotonia d'algumas, para mostrar cambios primorosos e trabalhos de difficuldade e luzimento, sem abusar da «moñada» e temeridade para arrebatar o publico.

Não é facciosismo pelo artista que nos conduz á expressão de quanto temos dito, porque a verdade das nossas palavras é evidenciada por todos os criticos mais abalisados e insuspeitos nas suas resenhas e artigos sobre tauromachia, estando tão provada a vontade de progredir e agradar e ainda a modestia de Thomaz da Rocha, que para a mostrar com segurança, bastará dizer : que sendo contractado por uma commissão para tomar parte em uma corrida que se realisou no anno passado em Algés e sendo-lhe imposta a condição de executar uma determinada sorte que seria annunciada para réclame, Rocha não acquiesceu, allegando que a sua vontade, desejando fazer carreira, consistia em brilhar quanto podesse no seu trabalho para captar a sympathia do publico e das emprezas. porque se estas lhe facilitam por isso os contractos, aquelle os proporciona, applaudindo e dando valor ás diligencias que empregar.

A sua recusa louvavel deu margem a que o contracto fosse fechado sem a condição, porque bem sentenciosamente suppoz Thomaz da Rocha que se as rezes que lhe pertencesse lidar se não prestassem ao trabalho annunciado, o publico ficaria descontente e elle faltava ao compromisso com razão, aliás justificada, mas infelizmente bastas vezes mal recebida por parte do público.

            O caracter, fino tracto e excellentes dotes de coração de Thomaz da Rocha são de sobejo conhecidos e por isso nos abstemos de os mencionar, limitando-nos a referir que tão justamente apreciado e festejado artista é um dos poucos que não discute o seu trabalho nem faz alarde do valor incontestavel que tem, para armar ao effeito, e fora das arenas ou trata dos seus contractos ou gosa, dando largas ao espirito fino e chistoso com que aprazivelmente. é recebido pela infinidade de amigos e admiradores que possue.

            18 - IV — 902.

A.S.R.

In REVISTA TAURINA, Lisboa - 20 de Abril de 1902

7 DE JUNHO DE 1896 - LISBOA : UMA CORRIDA SURPREENDENTE COM O ESPADA ESPANHOL ANTONIO FUENTES E OS CAVALEIROS ALFREDO TINOCO E JOSÉ BENTO DE ARAÚJO

 


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TOURADAS

Praça do Campo Pequeno

            Ha grande enthusiasmo pela corrida de hoje em que toma parte o celebre espada Antonio Fuentes, com os picadores.

            Fuentes apresenta as suas praças montadas, o que é novidade entre nós.

            Os touros são lindos e pertencem ao afamado ganadero dr. maximo Falcão.

            Deve ser uma tourada esplendida.

            Eis o detalhe da corrida :

            1.º touro — Farpeado por Tinoco.

            2.º touro — Bandarilhado por Calabaça e Minuto.

            3.º touro — Bandarilhado por Theodoro e Cadete.

            4.º touro — Lide á hespanhola (Primito, Valencia e Rodas).

            5.º touro — Farpeado por José Bento (de Araújo).

            6.º touro — Bandarilhado a sós por A. FUENTES.

Antonio Fuentes Zurita (1869 - 1938)
FOTO : Ayuntamiento Puebla de Cazalla

            7.º touro — Farpeado por Tinoco.

            8.º touro — Bandarilhado por Minuto e Rodas.

            9.º touro — Bandarilhado por Calabaça e Cadete.

10.º touro — Lide á hespanhola (Primito e Valencia).

11.º touro — Farpeado por José Bento (de Araújo).

12.º touro — Bandarilhado por Theodoro e Torres Branco.

ZÉ GUITA

In O LIBERAL, Lisboa - 7 de Junho de 1896

NOTA : O sítio de Puebla de Cazalla fornece mais informação sobre Antonio Fuentes Zurita :

https://www.pueblacazalla.org/ayto/index.php/la-puebla-de-cazalla/historia-y-patrimonio/personajes-ilustres/antonio-fuentes

6 DE JULHO DE 1902 - PORTO : O CAVALEIRO JOSÉ BENTO DE ARAÚJO REGRESSA À LIDE DEPOIS DE UMA «COLHIDA»

 


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Noticias varias

            Está, felizmente, quasi restabelecido, o arrojado cavalleiro José Bento d'Araujo. Realisa hoje, na praça da Alegria, no Porto, uma explendida corrida de touros.

            Completas melhoras lhe desejamos.

In REVISTA TAURINA, Lisboa - 6 de Julho de 1902

NOTA : No domingo em que este artigo foi publicado, 6 de Julho de 1902, o cavaleiro José Bento de Araújo participou numa tourada da praça da Alegria, na cidade do Porto.

Para saber mais :

https://corridasportugalespanafrance.blogspot.com/2025/03/6-de-julho-de-1902-porto-enchente-na.html 

20 DE JULHO DE 1902 - MAFRA : CORRIDA COM DOIS CAVALEIROS NA NOVA PRAÇA DA VILA

 


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MAFRA

            N'esta aprasivel villa, cuja praça de touros ha pouco se inaugurou, houve no domingo uma corrida em que foram cavalleiros José Bento d'Araujo e José Luiz Bento. Dizem-nos d'ali que José Bento (de Araújo) toureou bem apesar de manso o touro que lhe largaram, e que recebeu grande ovação no fim da lide. José Luiz Bento pouco fez. Dos bandarilheiros distinguiram-se Chicorito e João Ferreira.


In REVISTA TAURINA, Lisboa - 27 de Julho de 1902

27 DE ABRIL DE 1902 - LISBOA : OS ESPANHÓIS «LAGARTIJO» E «MACHAQUITO» E OS CAVALEIROS PORTUGUESES SIMÕES SERRA E JOSÉ BENTO DE ARAÚJO NA PRAÇA DO CAMPO PEQUENO

 


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A corrida de hoje

            Se o tempo o permittir, pois que á hora que escrevemos chove impertinentemente, d'estes aguaceiros do mez d'abril, deve realisar-se hoje, a 5.ª corrida da temporada, com elementos de primeira ordem.

            Lagartijo e Machaquito, são os heroes do torneio, e demais acompanhados dos seus melhores bandarilheiros ; e com touros de Estevão d'Oliveira, devem ter uma tarde de gloria.

            Os cartazes para a corrida, despertaram o mais vivo enthusiasmo e são um primor de execução, como todos os outros sahidos da litographia de Portugal e devidos ao lapis do habil e intelligente desenhador A. Guedes.

            Reina grande enthusiasmo pela corrida de hoje, não só pela confirança que o curro de touros de Estevam d'Oliveira nos inspira, como pelo cartel que a empreza Batalha organisou.

            O arrojado José Bento (de Araújo), apresenta-se pela 1.ª vez, n'esta epocha, montando o seu novo cavallo de combate «Algabeño», Simões Serra, alternará com José Bento (de Araújo).

            José Martins, Cadete, Torres Branco e Thomaz da Rocha, são os nossos queridos peões de brega e n'elles ha toda a esperança de brilhantismo.

            É assim o

Detalhe da corrida


1.º touro       — para          José Bento (de Araújo).

2.º       »          — »                 Cadete e T. Branco.

3.º       »          — »                 band. de «Lagartijo».

4.º       »          — »                 Simões Serra.

5.º       »          — »                 band. de «Machaquito».


Intervallo de 15 minutos


6.º touro       — para          José Bento (de Araújo).

7.º       »          — »                 Cadete T. da Rocha.

8.º       »          — »                 band. de «Lagartijo».

9.º       »          — »                 Simões Serra.

10.º     »          — »                 band. de «Machaquito».

In REVISTA TAURINA, Lisboa - 27 de Abril de 1902

24 DE JUNHO DE 1902 - ALGÉS : OS CAVALEIROS FERNANDO DE OLIVEIRA, EDUARDO MACEDO E JOSÉ BENTO DE ARAÚJO NA FESTA DE DESPEDIDA DE MARÍA SALOMÉ «LA REVERTE»

 


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Festa e despedida da REVERTE

EM ALGÉS

            Depois de uma serie de corridas, em Portugal, realisa no proximo dia 24 em Algés, a sua festa artistica e despedida a notavel toureira hespanhola María Salomé, La Reverte.

Imagen de La Reverte, durante una de sus faenas
FOTO : ABC

(NOTA : María Salomé “La Reverte” ou Agustín Rodríguez ?

ABC :

«¿María o Agustín? El torero travestido que engañó a España durante 20 años en las plazas más importantes — A principios del siglo XX, una famosa figura del toreo, María Salomé Rodríguez, sorprendió a toda España al confesar, después de casi dos décadas llenando plazas, que en realidad era un hombre llamado Agustín Rodríguez».

EL ESPAÑOL :

«La historia de la torera que fingió ser un hombre para seguir en el ruedo».

https://www.abc.es/historia/abci-reverte-torero-travestido-engano-espana-durante-decadas-pero-hombre-o-mujer-201903040215_noticia.html

EL DIARIO DE ALMERÍA :

«¿Hombre o mujer?»

https://www.diariodealmeria.es/almeria/SENES-Hombre-mujer_0_1615038724.html )

            É sem duvida um espectaculo bem organisado, porque além do magnifico curro de 10 touros de Emilio Infante, veremos ali um grupo de lidadores de primeira ordem !

            Fernando d'Oliveira, José Bento d'Araujo e Eduardo Macedo, são os cavalleiros !

            Bandarilheiros : José Martins, Torres Branco, Luciano Moreira, Juan Morales (Escabechero), Antonio Ramos (Ramitos), Francisco Fernandez (Saleri) e novel toureiro Antonio Gambeta.


In REVISTA TAURINA, Lisboa - 22 de Junho de 1902

31 DE JANEIRO DE 1897 - LISBOA : O «SIMPÁTICO E LAUREADO» CAVALEIRO JOSÉ BENTO DE ARAÚJO REGRESSA DO BRASIL

 


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NOTICIARIO

            Já regressou do Brazil, o sympathico e laureado cavalleiro tauromachico José Bento de Araujo.

In IMPARCIAL, Lisboa - 31 de Janeiro de 1897

20 DE ABRIL DE 1902 - LISBOA : O CAVALEIRO JOSÉ BENTO DE ARAÚJO DE NOVO A CAMINHO DAS PRAÇAS DE FRANÇA



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José Bento d'Araujo

            Este distincto e arrojado cavalleiro está contractado pelas emprezas tauromachicas do Meio-Dia da França, para tomar parte em cinco corridas, que se realisarão nas praças de touros de Beziers, Robaix, (NOTA : Rodez ?), Toulouse e Nimes.

            Antes. porém, da sua partida para o estrangeiro, consta no, que José Bento (de Araújo), fará as suas despedidas em uma das praças da capital ou no Porto.

            Desde já lhe apetecemos uma boa jornada e farta colheita de applausos e... de lucros.

In REVISTA TAURINA, Lisboa - 20 de Abril de 1902

3 ABRIL DE 1898 - LISBOA : UMA TOURADA NA PRAÇA DO CAMPO PEQUENO COM O ESPADA ESPANHOL «QUINITO» E OS CAVALEIROS FERNANDO DE OLIVEIRA E JOSÉ BENTO DE ARAÚJO

 


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Correio de Almada

            — No primeiro domingo de abril, segundo consta aos aficionados de aqui, deve realisar se a inauguração da epoca tauromachica com brilhante corrida, na Praça do Campo Pequeno, sendo o gado fornecido por Infante da Camara. Trabalha o espada hespanhol Quinito e são cavalleiros José Bento de Araujo e Fernando de Oliveira.

            Vem a proposito dizer que começaram as obras na praça de S. Paulo, d'esta villa, (NOTA: A vila em causa é Almada) esperando se que a inauguração das lides tambem possa ter logar no mez de abril.

            Os trabalhos de reparação estão confiados aos habeis mestres de obras Ricardo Prudencio da Costa e Manuel Resgate.

In AS INSTITUIÇÕES, Lisboa - 13 de Março de 1898

18 DE JUNHO DE 1896 - LISBOA : CORRIDA (ÀS 16H30 DE UMA QUINTA-FEIRA) COM GRANDES TOUREIROS DE ESPANHA E DE PORTUGAL

 
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In IMPARCIAL, Lisboa - 18 de Junho de 1896

12 - 13 DE JUNHO DE 1909 - FARO : CAVALEIRO JOSÉ BENTO DE ARAÚJO NAS CORRIDAS DA INAUGURAÇÃO DA PRAÇA DE TOUROS

 


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NOTICIAS DO ALGARVE

—A Praça de Touros, que será inaugurada por occasião das festas de Faro, deverá estar prompta dentro de poucos dias.

            A empresa propõe-se dar duas corridas, (NOTA : 12 e 13 de Junho de 1909) que serão dirigidas pelo distincto amador tauromachico portuense sr. Emigdio de Campos. O curro é fornecido por um dos mais acreditados ganaderos do ribatejo.

            Está fechado o contracto com os seguintes artistas : Cavalleiro, José Bento de Araujo, Espada, «El Malagueño» ; Bandarilheiros : Manoel e Alfredo Santos, João de Oliveira e Luciano Vieira.

            É grande o numero de bilhetes para as 2 corridas, pedidos de Hespanha e de varias terras da provincia.

In PROVINCIA DO ALGARVE, Tavira - 29 de Maio de 1909

8 DE SETEMBRO DE 1887 - LISBOA : CORRIDA NOCTURNA COM ALFREDO TINOCO, MARQUES DE CARVALHO E JOSÉ BENTO DE ARAÚJO (MAIS OS «NIÑOS TOREROS» DE SEVILHA)


 


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PALCOS E CIRCOS

            Praça do Campo de Sant'Anna.

            — Hoje ás 9 ¼ da noite. — Brilhante tourada nocturna. — Extraordinaria corrida de 13 touros, sendo seis do acreditado lavrador o sr. Paulino da C. e Silva, e os restantes offerecidos pelos principaes lavradores.

            Cavalleiro José Bento d'Araujo. Os srs. Alfredo Tinoco e Antonio Marques de Carvalho tomam obsequiosamente parte na corrida, assim como os meninos toureiros, quadrilha de jovens toureiros sevilhanos.

In INDEPENDENCIA E ORDEM, Lisboa - 8 de Setembro de 1887

22 DE AGOSTO DE 1909 - FARO : O CAVALEIRO JOSÉ BENTO DE ARAÚJO REGRESSA A FARO UMA SEMANA DEPOIS DE PARTICIPAR NA TOURADA DE INAUGURAÇÃO DA PRAÇA

 


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Tourada em Faro

Amanhã domingo realisa-se na praça de touros de Faro uma corrida que, pelos elementos que a empreza conseguiu reunir, promette ser brilhantissima. Lidar-se-hão 8 bravos touros do acreditado ganadero Joaquim Mendes Nuncio, os quaes serão assim distribuidos : 1.º para o cavalleiro José Bento de Araujo — 2.º bandarilheiros Cadete e Luciano Moreira  — 3.º Espada Moyano  — 4.º Maria Reverte «La Salomé»  — 5.º cavalleiro José Bento (de Araújo)  — 6.º Cadete e Moyano  — 7.º La Reverte  — 8.º Luciano, Paschoa e Ramitos.

Haverá comboyos extraordinarios a preços reduzidos para as pessoas dos diversos pontos do Algarve que queiram assistir a esta tourada.

O horario para estes comboyos está assim marcado :

Ida  — Comboio de Barlavento :  — Partida de Portimão á 1 hora da tarde : chegada a Faro ás 3 horas e 16 minutos  — Coboio de Sotavento :  — Partida de Villa Real de Santo Antonio ás 12 horas e 15 minutos da tarde (passa em Tavira á 1 hora e 19 minutos) chegada a Faro ás 2 horas e 29 minutos da tarde.

Regresso  — Comboio de Barlavento :  — Partida de Faro ás 9 horas da noite  — Comboio de Sotavento  — Partida de Faro ás 8 horas da noite.

In PROVINCIA DO ALGARVE, Tavira - 21 de Agosto de 1909