As praças de touros em Portugal têm, duma maneira geral, lotação menor que as de Espanha. A nossa primeira praça, a do Campo Pequeno, em Lisboa, fantasia arábica, esgota-se com 8.818 pessoas, porém, não se vendem mais de 7.000 lugares por os restantes pertenceram a accionistas.
A vizinha de Algés tem uma lotação de 7.300 e sem tantas pretensões árabes é mais alegre, à semelhança das praças andaluzas.
Por ordem alfabética, seguem-se-lhe a de Alcácer, 4.000 lugares; a de Alcochete, também de 4.000; a da Azambuja, 5.000; a das Caldas, 4.200; a do Cartaxo, 4.000; a da Chamusca, 3.000; a de Coruche, 5.300; a de Elvas, 3.000; a de Espinho, 5.000; a de Évora, 6.800; a da Figueira da Foz, 6.600; a de Montemor-o-Novo, 4.000; a de Montijo, 3.500; a da Nazaré, 4.000; a de Portalegre, 6.500; a de Reguengos, 5.000; a de Santarém, 7.300; a de Setúbal, 5.400; a de Tomar, 6.500; a de Vila Franca, 3.700 são estas as de maior lotação.
In «ABC DA TAUROMAQUIA» de El Terrible Pérez (NOTA: Pseudónimo do jornalista, escritor, tradutor e crítico tauromáquico luso-espanhol Rogério Garcia Pérez, que trabalhou para o Diário de Lisboa, Heraldo de Madrid, La Voz, Sol - 1890-1979), Edições VIC, Lisboa - 1944.


