Em todos os
tempos, se aplaudiram em Espanha os cavaleiros portugueses. Outrora, (Alfredo)
Tinoco (da Silva), Fernando de Oliveira, Manuel e José Casimiro; hoje Simão da Veiga
e João Núncio e alguns outros. António Luiz Lopes também toureou em Madrid,
Barcelona e no México; mas foi Simão da Veiga, ao princípio com seu pai, o
primeiro que em Espanha e no México fez temporadas seguidas. Como novilheiros,
exibiam-se Rodrigo Largo, e, ùltimamente, Augusto Gomes Júnior. Lá
bandarilharam: Peixinho, Manuel dos Santos, Tomaz da Rocha e Daniel do
Nascimento. Como peões de brega dos nossos cavaleiros, trabalharam: Agostinho
Coelho, Procópio e António Correia.
José Bento de Araújo chegou a tourear em Paris e no Brasil (NOTA: O cavaleiro José Bento de Araujo toureou em várias praças de Espanha: Madrid, Caudete (aquando da corrida de inauguração), San Sebastián, Barcelona... No Brasil, actuou no Rio de Janeiro, Belém do Pará, Petrópolis, etc. ); Adelino Raposo também recebeu aplausos dos brasileiros assim como José Casimiro, êste na última série de corridas autorizadas.
Tomaz da Rocha levou o espectáculo taurino até Africa, onde percorreu as duas costas. As «tournées» africanas foram difíceis porque havia que improvisar as praças, e era o bom Tomaz da Rocha, e depois Custódio Domingos e ùltimamemente «Ale» e os seus companheiros, que pregavam a madeira tôsca das bancadas e que iam até ao interior buscar os touros que mais pareciam búfalos, excepto em S. Tomé, onde há touros idos do Ribatejo.
Outros lhes seguiram o exemplo, criando o
gôsto pelas touradas, a ponto de se construirem duas praças, além das
desmontáveis, uma em Luanda, que existe ainda, outra em Lourenço Marques, já
demolida. (NOTA: O cavaleiro Francisco
Bento de Araujo, filho de José Bento de Araujo, também trabalhou nas praças de
África, designadamente nas de Angola como, por exemplo, Luanda e Lobito.)


